2024-07-21

Santa Marinha de Remelhe!

Ontem e hoje acontece a festa anual em honra da padroeira de Remelhe, Santa Marinha. Segundo os escritos que encontrei e li, esta santa foi mártir do Cristianismo, como tantos outros que servem, hoje, de lastro à Igreja Católica Romana. Sem esses mártires a Igreja de Roma não saberia como convencer os crentes a segui-la ao longo dos 20 séculos da nossa era.

Eu não tenho laços especiais com esta freguesia, mas sempre ouvi contar que os antepassados da minha avó Ana Maria vinham daí. Se é verdade ou mentira nunca o saberei, mas certas pessoas, como a minha tia Glória, gostavam de dizer que a minha avó era filha de gente importante de Remelhe. A sul de Remelhe fica a freguesia das Carvalhas e aí morou e, mais tarde, faleceu a dita avó Ana Maria que nasceu, casou e constituiu família, em Gueral, mas às Carvalhas foi parar, depois de enviuvar, partilhando a sua residência com a filha mais nova, a Ana.

Ontem, foi inaugurado um troço de perto de 7 Kms de estrada que liga as Carvalhas a Barcelinhos, atravessando Remelhe e Alvelos. Pensei em ir até lá para ver a festa e a nova estrada, a qual, possivelmente, não passa de um mero arranjo da antiga, com alargamento das curvas e um novo tapete de alcatrão. O que já não é pouco, diga-se de passagem, pois as estradas por aquelas bandas deixam muito a desejar. Mas já vamos a caminho do meio dia e ainda estou em casa, confortavelmente, instalado e a escrever-vos estas letras.

O tal major do Exército que dizem ser o pai da minha avó talvez tenha existido, de facto, mas não lhe sei o nome nem isso me deixa muito preocupado. No tempo em que ela foi concebida, morava a sua mãe, em Chorente, cujo extremo norte entra pelas Carvalhas adentro e não dista mais de 3 Kms do extremo sul de Remelhe. Quanto a distâncias, vê-se que o romance era bem possível entre essas duas almas que puseram no mundo a minha avó.

Não teve muita sorte na vida a minha bisavó Augusta. Dizem que era oriunda de Guimarães, mas foi parar á Roda de Braga, onde passou os primeiros anos da sua vida e foi depois dada a um lavrador de Chorente para lhe servir de criada. Não sei que idade teria, mas, provavelmente, menos de 10, pois a Roda não tinha meios de manter as crianças muito tempo, outras estavam já à porta pedindo para entrar. Pelo que sei, ficou em Chorente até engravidar e depois rumou a Gueral, freguesia onde nasceu a sua filha e os 3 netos que Deus lhe deu.

E por aqui me fico, nesta deambulação pelo passado que só talvez a santa padroeira de Remelhe saiba se é verdade ou pura fantasia inventada por quem desconhece os reais acontecimentos dessa época. Talvez rezando à santa se faça o milagre e ela me revele o segredo!

N.B. - Fiquei a saber que o Monte de Remelhe se chamava, antigamente, Monte de Santa Vaia (ou Baia), o que justifica o nome de Santa Baia dado à freguesia de Rio Covo que fica do lado nascente desse monte.

2024-07-18

De Álvares a Alves!

 

De pai Ferreira e mãe Álvares nasceu um Álvares Ferreira, seguindo as regras que vigoraram até ao Século XX, juntando o último apelido do pai ao primeiro da mãe.

Já o filho deste Ferreira deu aos seus herdeiros o seu primeiro apelido, herdado da avó, e o último da mãe, vinda de Balazar, iniciando a família Álvares de Sousa.

E todos os (muitos) filhos deste já viram o seu apelido mudado de Álvares para Alves, por razões que só as mudanças da História da Língua Portuguesa justificam.

E assim chegámos à minha bisavó EUSÉBIA que nasceu, em Macieira e lá ficou sepultada, quando faleceu (1852 - 1938). 

Os pais da minha bisavó!

 Há dias, por mero acaso, dei com o assento de óbito de Maria Isidória, minha trisavó materna, no ano de 1877, e logo fiquei com curiosidade em saber quando faleceu o seu marido, Joaquim, uma vez que se dizia que a Maria Isidória já era viúva, quando faleceu.

Fui a correr para o livro dos óbitos e comecei a pesquisar de 1877 para trás. Ainda tive que virar muitas páginas até chegar ao ano de 1869, mas lá estava ele, felizmente, legível o suficiente para eu ter a certeza que era mesmo ele, o meu trisavô Joaquim Alvares de Souza que faleceu com 52 anos apenas (1817 - 1869). Muito cedo para morrer, pensei eu, o que o teria levado desta para melhor?

Mas nestas coisas da Genealogia encontra-se o documento, por vezes pouco explícito, com aquilo que o pároco da freguesia achou por bem relatar e nada mais.



Agora, vou a correr actualizar a minha folha de Excel, onde guardo estas coisas, antes que se varra da minha memória esta data (12-09-1869)!

Ana Canana!