2025-04-10

Fui às Carvalhas!

 Como escrito na minha última publicação, uma irmã da minha bisavó Eusébia casou e foi morar para as Carvalhas. Fiquei curioso e quis saber se ela tinha deixado descendência que, provavelmente teria vivido na primeira metade do século XX. Pesquisei o livro dos baptismos, a partir da data do seu casamento, e encontrei o assento de baptismo do seu primeiro filho, de seu nome IGNÁCIO.

Pode e deve ter havido mais filhos, mas por agora não se justifica que eu parta à sua procura, pois a ideia era apenas saber se esta "tia" tinha casado e onde ficara a morar e isso está confirmado. Casou em Macieira, como era tradição à época, e seguiu o seu marido para a terra onde ele morava, ou seja freguesia das Cravalhas, lugar das Almas.

Este meu parente, primo da minha avó Maria e, portanto, meu primo também, deve ter usado o apelido do seu pai (Vale) e, no caso de terem seguido as normas desse tempo, deve ter herdado também o apelido Alves da sua mãe, ou seja, passou a ser o Sr. Ignácio Alves do Vale.

Nos averbamentos à margem do seu assento de baptismo, pode ler-se que casou em 1902 e faleceu em Setembro de 1920, mês em que completou 42 anos de vida. Fico a pensar o que o fez partir tão cedo desta vida presente. Uma doença grave? Um acidente de trabalho? Nunca o saberemos! Se um dia me sobrar o tempo continuarei as pesquisas para descobrir se ele teve ou não mais irmãos.

2025-04-06

Ascendentes mais próximos!

 

Enquanto não conhecer todos os detalhes do destino seguido pelos irmãos da minha bisavó Eusébia, ser-me-á difícil continuar a escrever a história da minha família. Assim destinei o dia de hoje para pesquisar, até aos limites do possível, o que aconteceu a cada um deles (e eram bastantes).


Na imagem acima pintei com uma cor diferente o nome de cada um. Os azuis não deixaram descendência em Macieira. Os vermelhos faleceram solteiros e só os verdes deixaram descendência conhecida. Já depois de ter "cortado" a imagem, descobri que a tia Jozefa se casou para as Carvalhas e não tive ainda tempo de pesquisar se teve ou não descendência. Como também o tio Luís e a sua irmã Eusébia casaram na Lagoa Negra, só os filhos do José deram continuidade à família Alves de Sousa, na nossa freguesia.


E por coincidência foram os meus parentes e vizinhos mais próximos, filhos da tia Rosa velha que o meu tio-bisavô foi desencantar em Rio Covo, Santa Eugénia, freguesia que fica em frente a Barcelos do lado de cá do rio Cávado. Como se pode ver na imagem acima, 4 deles faleceram em criança, a Roza, David e Diamantina foram aqueles que mais conviveram comigo e foram mencionados várias vezes nestes meus escritos.

O António foi o marido da tia Amélia, o tal que o vento levou para o Brasil e por lá ficou. Da Carolina e do Manuel ainda não descobri nada, mas, na verdade, também não procurei, visto ser um ramo colateral da família.

E por aqui me fico, hoje, quem sabe haverá mais a relatar em futuras publicações!

2025-04-04

Pobres crianças!

 

O Joaquim e a Maria eram irmãos gémeos, nascidos em 21 de Março de 1843.

E ambos faleceram no mês de Outubro do mesmo ano. Nesse tempo, meados do século XIX, a medicina estava ainda muito atrasada e crianças de tenra idade caíam como moscas. O Tifo ou a Tuberculose eram frequentes e os remédios para curar essas doenças eram poucos ou nenhuns.

Na minha publicação anterior, afirmei que deviam ter falecido, uma vez que os mesmos nomes voltaram a ser usados. E era verdade, um no dia 3 e o outro a 27 de Outubro, os gémeos, netos do Jerónimo Ferreira, fecharam os olhos para sempre.

Outros irmãos nasceram depois e tomaram os seus nomes que eram também os nomes do seu pai e mãe.

2025-04-01

Os tios e as tias!

 Na idade média, as mulheres não usavam (ou raramente eram mencionados) apelidos, por isso torna-se mais difícil saber o que lhes aconteceu. Quando foi baptisada, era apenas Maria, quando se casou já era Maria Joaquina, como haveria eu de desconfiar que se tratava da mesma pessoa?

Estou a referir-me à esposa do Sr. João Lopes da Silva e irmã do meu trisavô Joaquim, por conseguinte, neta do avô Jerónimo, filha do seu filho José, o tal que trouxe para a família do Jerónimo o apelido de Sousa.


Nascida em 1807, ela teve o seu primeiro filho, em 1836, com 29 anos, mas manteve-se fértil até aos 44 anos, quando nasceu o seu filho mais novo, o Joaquim (como se pode ver no quadro acima). Depois de casarem ficaram a morar no lugar de Modeste, o que me faz supor que o marido vinha desse lugar, enquanto ela era do Outeiro.

A existência de duas Marias e dois Joaquins faz-me pressupor que os nascidos primeiro faleceram ainda bebés e os seus nomes foram atribuídos a outros nascidos mais tarde.


A casa dos Lopes da Silva seria continuada, na geração seguinte, pelo filho da Maria Joaquina, de seu nome António, que assim sucedeu ao seu pai João e ao avô José no governo dessa família de lavradores do lugar de Modeste,

Ana Canana!