2024-03-30

Cernache!

 

Também estou aí no meio dessa molhada de rapazes,
mas não me perguntem qual sou!

Também apareço aqui, sou o 3º, a contar da direita para a
esquerda, na fila de trás

Ascendência ou descendência anda tudo ligado, de modo que decidi deixar aqui estas duas fotos para que não se percam na onda de modernismo que varre as nossas máquinas. É bom não esquecer que eu sou do tempo dos álbuns de fotografias ciosamente guardados pelos mais novos, quando os mais velhos partiam para a última viagem.

Há uma dúzia de anos, ou mais, fui a um encontro em Cernache e alguns colegas reconheceram-me logo, mas saí do carro e me dirigi ao encontro do grupo. Pelo contrário, eu não reconheci nenhum deles e isso desanimou-me de lá voltar nos anos seguintes. Em tempos mais recentes fui até ao Douro, a convite do Américo Sousa que mora em Famalicão e encontrei o herdeiro da Fábrica de cobertores Pinheiro, o Adolfo, irmão do Procópio (nome engraçado!) que andava no mesmo ano que o meu irmão Joaquim. Ele tinha o número a seguir ao meu, ele 58 e eu 57, mas não me lembro de nos sentarmos na mesma carteira, durante as aulas. E esse nosso encontro também não gerou nenhuma faísca. Voltei a encontrá-lo nas páginas do Facebook e ainda lhe mandei uma mensagem, mas a coisa morreu por aí.

Há muito mais tempo, numa viagem que fiz à Galiza e tendo sido informado que o meu grande amigo Agostinho Lobo de Carvalho era o comandante do Posto da Guarda Fiscal, na fronteira de Valença, fui à procura dele, mas foi uma total desilusão, nem ele me reconheceu nem eu a ele. E para além disso passou-me tão pouco cartão que nunca mais tive vontade de o ver.

O grande motor desses encontros era o padre Rios, um dos   mais novos, enquanto que o Serafim, seu irmão e meu colega de turma, nunca quis participar em nenhum desses encontros. Quer dizer que nunca mais o vi, desde a Primavera de 1959, aquando da minha saída de Cernache. Um que acabei por encontrar, por ter vindo parar à residência dos Jesuítas, na Póvoa de Varzim, foi o mais antigo do nosso ano lectivo, o Manel Losa que tinha o número 2. Ainda hoje não percebo a razão de terem atribuído números salteados e não terem dado o número 1 a ninguém.

Ah, tinha-me esquecido do Óscar, o mais comprido de todos os alunos do colégio, que era sobrinho do Pe. Olímpio Dias. A Pastelaria Dias, na Rua da Junqueira, era propriedade de um outro tio do Óscar e isso fez com que ele aparecesse por aqui várias vezes, durante as férias de verão. Como eles eram originários do Douro e lá não há praias, era aqui que vinham parar, quando queriam apanhar banhos de sol ou de água salgada. E a casa da pastelaria era o seu poiso habitual. Talvez tenha sido por essa razão que o tio Olímpio também veio para a casa dos Jesuítas da Póvoa e lá ficou até ser velhinho.

Agora que passei dos 80 e sou uma autêntica velharia, restam-me as lembranças desses tempos em que trepava às árvores como um gato e não sofria de artroses!

2024-03-01

Primavera, a estação das flores!

 Está a chegar a Primavera e os jardineiros da Câmara de Barcelos devem andar numa azáfama para pôr os jardins bonitos. Aparar os arbustos, podar as roseiras e sachar a terra já deve estar feito, nesta altura, agora só falta trazer do horto os vasos com as flores para transplantar para os canteiros. Violetas, casadinhas, amores perfeitos, cravos-xarope e outras que fiquem bem e agradem aos visitantes.

Mais dia, menos dia, dou lá um salto para ver como vão as coisas, pois é sempre um prazer ir à capital do concelho onde nasci. E serve de desculpa para apreciar a gastronomia da região, pois sem almoçar eu não volto para casa. Ultimamente, tenho dado a preferência ao restaurante brasileiro que serve um rodízio de seis cortes (com eles gostam de dizer) e de que gosto muito. Antigamente, era a Bagoeira o sítio mais visitado, mas aquilo transformou-se numa fábrica de fazer comida e perdeu a piada.

Mas nem só de pão vive o homem e há muitas outras coisas que nos alegram a alma!



Ana Canana!