2026-04-19

Ana Canana!

 A minha avó Ana já morreu há muito, era eu ainda um miúdo. Há coisas que gostava de saber sobre ela, mas agora que morreram já todos os que a conheceram bem não será fácil. Sempre ouvi referirem-se a ela como «Ana Canana», mas disseram-me, há dias, que Canano era o marido e não ela. Se assim for e por razões que só a mim dizem respeito, nós, os seus netos filhos do seu único filho varão, não somos Cananos coisa nenhuma.

A sua filha mais velha, a Glória, era a rainha dos Cananos e assim se considerou até morrer. Os seus filhos espalharam essa alcunha, sim porque apelido não era, por várias freguesias do concelho de Barcelos, tal como os seus netos continuam a fazer, juntando-lhe ainda algumas freguesias do grande Porto, onde vivem os descendentes dos 4 filhos mais novos que para aí emigraram quando crianças.

A minha avó Ana era filha única e de mãe solteira, o que não me facilita as pesquisas nos registos ligados à Genealogia, mas já deixei de me preocupar com isso. Lá diz o ditado, o que não tem remédio, remediado está!

Christian Canano

2026-01-24

Família do Jerónimo!

 


A família Álvares, de quem sou um legítimo herdeiro, existia um pouco em todas as freguesias que rodeiam Macieira de Rates. Os meus familiares mais directos eram de Goios e Gueral, mas descendiam de outros que eram de Pedra Furada, ramo materno e de Negreiros, ramo paterno.

Como podem ver na imagem acima, até o senhor abade de Macieira era um Álvares que assinou o assento de baptismo do meu avô Jerónimo, nos idos de 1743. Este meu avô viria a casar com uma Maria Álvares, de Goios, que, nas minhas contas, seria uma sobrinha deste abade e juntos perpectuaram, na minha freguesia, os apelidos de Ferreira e Álvares que perduraram por várias gerações.

Em meados do Século XIX, o apelido Ferreira caiu e foi substituído pelo de Sousa, vindo de Balazar pelo casamento de um dos meus avós. O de Álvares, mais tarde Alves, manteve-se até à minha geração e será transmitido às novas gerações pelos filhos das minhas irmãs. Eu transmitirei o apelido do meu pai que era Silva e já tem trinetos com esse apelido.

Na freguesia de Macieira, perduram os Sousas que do outro lado da família herdaram a alcunha de "Velho" e dos Ferreiras ou "do Jerónimo" já ninguém se lembra. Muitos dos outros descendentes espalharam-se por aí (até ao Brasil chegaram), mas dois irmãos, David e Rosa, ficaram como meus vizinhos e usaram o apelido de Jerónimo até ao dia da sua morte!

2025-10-17

A casa onde nasci!

 Vou deixar aqui o assento de baptismo do nosso senhorio, depois voltarei para vos contar a história!

Nascido em 16/09/1910
Baptizado em 26/09/1910

Ora, cá estou eu de volta para completar a minha publicação, tal como prometido. Tenho quase a certeza que ninguém a virá a ler, mas isso não me dá dor de cabeça, isto é mais para guardar nas minhas memórias. Há quem as não tenha, mas eu sim e quero preservá-las.

Cada vez fico mais convencido que a casa onde eu nasci era herança do meu avô Jerónimo, patrono que uma grande família de Macieira. O pai dele veio de Gueral e já o avô era de Negreiros, mas o Jerónimo nasceu no lugar do Outeiro da freguesia de Macieira. A sua mulher era da Casa dos Velhos e nas futuras gerações, a que eu também pertenço, Velhos e Jerónimos foram-se misturando, casando uns com os outros, e formando uma das maiores famílias da nossa freguesia.

O António que casou com a Tia Amélia do Jerónimo era bisneto do avô Jerónimo e, quando se casou, ficou a morar na mesma casa onde eu nasci. E ficou a morar nessa casa, porque ela pertencia à família, com certeza do lado do pai, pois a mãe veio de Rio Covo do concelho de Barcelos. Pode ser ou não verdade, mas é nisso que eu acredito.

No segundo quartel do Século XX, essa casa foi comprada pela família Loureiro de Gueral. A falta de dinheiro numa família tão grande, como foi a da Tia Rosa Velha, deve ter obrigado à venda e a família do Tio Zé do Loureiro, pai do Laurindo, cujo assento de baptismo se pode ler aqui abaixo que tinha dinheiro para investir na propriedade agrícola foi a compradora. O campo anexo à casa e o campo de cima davam bom vinho e milho, num tempo em que a riqueza das famílias se media em pipas de vinho e carros de pão.

Ficou assim a Tia Amélia e o seu marido (do Jerónimo) a viver numa casa que não era sua e pela qual tinham que pagar renda. Para piorar as coisas, o marido da Tia Amélia decidiu ir tentar a sua sorte no Brasil e de lá nunca mais voltou. O Loureiro preferia ter a casa vazia e propôs um negócio à Tia Amélia, oferecia-lhe uma parcela de terreno, com 300 ou 400 metros quadrados, parte de uma bouça, ali perto, que lhe pertencia, onde poderia construir uma casinha para a sua família, na condição de ela abandonar aquela casa.

E assim aconteceu, a casinha foi feita e a filharada da Tia Amélia mudou-se para lá de armas e bagagens deixando vazia a casa que deixara de ser do Jerónimo e passara a ser do Loureiro de Gueral. Vivia-se, então, a década de 30 do século passado, a mesma em que o meu pai se casou (no mês de Julho de 1939) e se viu perante a dificuldade de arranjar uma casa, em que pudesse abrigar a sua mulher e sogra que viviam juntas, desde sempre, uma vez que a minha mãe era filha de mãe solteira.

Tendo ele sido empregado da Casa do Loureiro, desde que se viu obrigado a abandonar a escola, aos 8 anos de idade, por morte do seu pai, lembrou-se de ir pedir, de chapéu na mão, como era seu hábito, ao seu antigo patrão para lhe arrendar a casa que estava vazia, depois da saída da Tia Amélia. O seu antigo patrão recebeu-o bem e disse-lhe que a casa estava em muito mau estado e que chovia lá dentro como na rua. Não seja esse o problema, respondeu-lhe o meu pai, eu tomo a responsabilidade de arranjar os telhados se me fizer o favor de arrendar a casa.

E foi assim que aconteceu, o Tio Zé do Loureiro, filho do Tio António Loureiro de quem herdou o apelido. arrendou ao meu pai a casa que preferia ter vazia, como quem faz um favor a um pobre. Ficas a pagar-me 40 mil reis por mês e tens direito a usar a horta do poço e a da porta também, isso será suficiente para semeares uma ou duas arrobas de batatas e plantares umas couves para alimentar a família. O resto dos terrenos e todas as ramadas de vinho são minhas e delas não poderás fazer nenhum uso, estamos entendidos?

Claro que estavam entendidos e o meu pai regressou a Macieira contente como um passarinho. Sabia que teria que trabalhar 3 dias por mês para pagar aquela renda, mas isso não lhe metia medo. Foi ter com a minha mãe que morava numa casinha, no Largo do Formigal, que era pertença das «Velhas do Rio do Souto» e disse-lhe: - Já podemos casar, pois já arranjei casa onde morarmos.

E assim a casa que já fora da família do Jerónimo voltou a abrigar uma descendente desse velho patrono, nascido em Macieira, filho de um homem que veio de Gueral e neto de outro que era de Negreiros e de uma conceituada família, a dos Álvares de quem descendia também a Maria Álvares com quem o Jerónimo de viria a casar, nos finais do século XVIII.

2025-08-24

A minha escola primária!

 
No dia 7 de Outubro começou o Ano Lectivo 1951/1952. Eu tinha completado 6 anos, no dia 9 de Março e, supostamente, teria direito a entrar na Escola Primária nesse ano. Mas, alegando ter alunos em Excesso, a professora não aceitou a minha matrícula dizendo para lá voltar no ano seguinte.

A minha mãe não gostou nada da decisão da professora (D. Alexandrina), mas não conseguindo contrariá-la arranjou uma solução de recurso. Sendo costureira e amiga da professora (D. Josefina) que ensinava da escola da vizinha freguesia de Courel, pediu-lhe para me matricular ali, pedido de ela satisfez de imediato. A freguesia era pequena e os alunos poucos pelo que não lhe causava qualquer transtorno aceitar mais um aluno.

Assim, no dia seguinte, a minha mãe pegou-me pela mão, como convém a uma mãe cuidadosa, e passo a passo guiou-me até à porta da escola e entregou-me à D. Josefina que se encarregaria de me ensinar as primeiras letras e os 10 números que usamos no nosso dia a dia, seja para ler, escrever ou contar os poucos tostões que tínhamos no bolso, nesse tempo difícil do pós-Grande Guerra.

E em cada bifurcação ou encruzilhada do caminho, ela ia-me dizendo: - Sabes onde estamos? Fixa o caminho para não te perderes, pois no fim da escola tens que voltar para casa sozinho! E eu, sem pensar muito nas dificuldades da empreitada, ia respondendo sempre que sim. A tiracolo levava a bolsa feita de cotim e dentro dela a ardósia (lousa) e o respectivo lápiz feito do mesmo material. Já não me lembro bem, mas diria que nesse primeiro dia era tudo o que levava, além de um naco de broa para comer na hora do recreio.

No fim da aula, à hora do almoço, não tive a mínima dificuldade em fazer o caminho de regresso a casa. E assim continuei a fazer em todos os dias úteis, até ao fim de Junho do ano seguinte. Com o começo do inverno, a saída de casa era ainda no lusco-fusco das manhãs frias e, por vezes, chuvosas. Nunca usei guarda-chuva para me abrigar e ainda não era conhecido o plástico. Os sapatos nunca se molhavam, pois andei sempre descalço até ir a exame da 4ª Classe. Usei muitas vezes um saco de serapilheira, dobrado em forma de capuz, que punha na cabeça e me cobria as costas até à altura dos joelhos.

À luz da vida que, hoje, levam as nossas crianças isto pode ser difícil de acreditar, mas foi assim, sem tirar nem pôr, que passei aqueles 9 meses. O caminho era longo, cerca de 3 quilómetros por entre pinhais e era preciso dar muitos passos com as minhas ainda curtas pernas para ir de um extremo ao outro.

Até a mim custa a acreditar que a minha mãe tenha tomado tal decisão, pois mandar uma criança de seis anos caminhar 3 quilómetros por entre campos e pinhais, para não atrasar um ano a instrução primária do seu filho mais velho. Mas ela era de ideias fixas e quando tomava uma decisão não havia quem a fizesse voltar atrás.

A cozinha da casa onde nasci ocupava a parte norte de um barracão de tamanho considerável, em que ao centro funcionava uma espécie de sala comum e na parte sul o dormitório, onde dormia a minha avó com as duas netas mais novas e num catre improvisado pelo meu pai, colocado aos pés da cama da avó, dormia eu e um irmão 2 anos mais novo. A minha mãe e o meu pai (quando estava em casa, coisa rara) dormiam na sala de costura, situada num outro edifício de 2 andares, á moda do Minho, com as cortes do gado na pare de baixo e os donos a morar por cima. As minhas duas irmãs mais velhas dormiam numa divisão ao lado a que chamávamos a "sala velha".

Pelas 7 e meia da manhã, a avó "suscava-me" para fora da cama e dava-me o pequeno almoço que quase sempre, pelo menos no inverno, constava de uma tigela de migas de broa de milho. E pouco depois, de sacola ao ombro, lá ia eu a caminho da escola de Courel que muito me ensinou, mas de pouco me serviu, pois no ano lectivo seguinte a D. Alexandrina matriculou-me, de novo, na 1ª Classe e não houve palavras da minha mãe que a conseguissem fazer alterar tal decisão.

Criança sofre, dizia um humorista de quem já não recordo o nome! E esse ano de escola em Courel foi-me bem pesado, para além de não ter servido de nada, a não ser dar chatices à D. Alexandrina, pois eu já sabia tudo aquilo que ela fazia os possíveis por ensinar aos meus colegas de turma, por vezes com pouco sucesso, o que me dava a chance de me armar em "sabão" e gozar com eles. Ainda levei uns quantos bolos por causa disso e o maior culpado era o Delfim, meu colega de carteira, que passava o dia a queixar-se à professora dos meus dotes de sabichão.
Depois de todos os anos que passaram e das mudanças ocorridas em Portugal e no mundo, recordo com saudades os tempos da minha infância, mas não esqueço as dificuldades por que passei até ser adulto e dono da minha própria vontade!

Eis a minha pequena escola, à margem da EM 504

2025-06-22

Os Caetanos!

 


Os Caetanos de Macieira que foram meus contemporâneos eram, quase de certeza, filhos e netos deste Daniel que aparece na imagem acima como pai de 8 filhos (e pode ter tido ainda mais, já nascidos no tempo da república e que não aparecem nos Registos Paroquiais de Macieira).

O Tone Picareta, muito amigo e visita habitual da família, deve ter nascido na década de 20 do século passado e parece-me já ter visto ou ouvido dizer que era filho do João Caetano, nascido em 1902. Um dia destes hei-de mandar uma mensagem ao João que é meu amigo no Facebook e perguntar-lhe se ele pode confirmar esta informação.

2025-04-10

Fui às Carvalhas!

 Como escrito na minha última publicação, uma irmã da minha bisavó Eusébia casou e foi morar para as Carvalhas. Fiquei curioso e quis saber se ela tinha deixado descendência que, provavelmente teria vivido na primeira metade do século XX. Pesquisei o livro dos baptismos, a partir da data do seu casamento, e encontrei o assento de baptismo do seu primeiro filho, de seu nome IGNÁCIO.

Pode e deve ter havido mais filhos, mas por agora não se justifica que eu parta à sua procura, pois a ideia era apenas saber se esta "tia" tinha casado e onde ficara a morar e isso está confirmado. Casou em Macieira, como era tradição à época, e seguiu o seu marido para a terra onde ele morava, ou seja freguesia das Cravalhas, lugar das Almas.

Este meu parente, primo da minha avó Maria e, portanto, meu primo também, deve ter usado o apelido do seu pai (Vale) e, no caso de terem seguido as normas desse tempo, deve ter herdado também o apelido Alves da sua mãe, ou seja, passou a ser o Sr. Ignácio Alves do Vale.

Nos averbamentos à margem do seu assento de baptismo, pode ler-se que casou em 1902 e faleceu em Setembro de 1920, mês em que completou 42 anos de vida. Fico a pensar o que o fez partir tão cedo desta vida presente. Uma doença grave? Um acidente de trabalho? Nunca o saberemos! Se um dia me sobrar o tempo continuarei as pesquisas para descobrir se ele teve ou não mais irmãos.

2025-04-06

Ascendentes mais próximos!

 

Enquanto não conhecer todos os detalhes do destino seguido pelos irmãos da minha bisavó Eusébia, ser-me-á difícil continuar a escrever a história da minha família. Assim destinei o dia de hoje para pesquisar, até aos limites do possível, o que aconteceu a cada um deles (e eram bastantes).


Na imagem acima pintei com uma cor diferente o nome de cada um. Os azuis não deixaram descendência em Macieira. Os vermelhos faleceram solteiros e só os verdes deixaram descendência conhecida. Já depois de ter "cortado" a imagem, descobri que a tia Jozefa se casou para as Carvalhas e não tive ainda tempo de pesquisar se teve ou não descendência. Como também o tio Luís e a sua irmã Eusébia casaram na Lagoa Negra, só os filhos do José deram continuidade à família Alves de Sousa, na nossa freguesia.


E por coincidência foram os meus parentes e vizinhos mais próximos, filhos da tia Rosa velha que o meu tio-bisavô foi desencantar em Rio Covo, Santa Eugénia, freguesia que fica em frente a Barcelos do lado de cá do rio Cávado. Como se pode ver na imagem acima, 4 deles faleceram em criança, a Roza, David e Diamantina foram aqueles que mais conviveram comigo e foram mencionados várias vezes nestes meus escritos.

O António foi o marido da tia Amélia, o tal que o vento levou para o Brasil e por lá ficou. Da Carolina e do Manuel ainda não descobri nada, mas, na verdade, também não procurei, visto ser um ramo colateral da família.

E por aqui me fico, hoje, quem sabe haverá mais a relatar em futuras publicações!

2025-04-04

Pobres crianças!

 

O Joaquim e a Maria eram irmãos gémeos, nascidos em 21 de Março de 1843.

E ambos faleceram no mês de Outubro do mesmo ano. Nesse tempo, meados do século XIX, a medicina estava ainda muito atrasada e crianças de tenra idade caíam como moscas. O Tifo ou a Tuberculose eram frequentes e os remédios para curar essas doenças eram poucos ou nenhuns.

Na minha publicação anterior, afirmei que deviam ter falecido, uma vez que os mesmos nomes voltaram a ser usados. E era verdade, um no dia 3 e o outro a 27 de Outubro, os gémeos, netos do Jerónimo Ferreira, fecharam os olhos para sempre.

Outros irmãos nasceram depois e tomaram os seus nomes que eram também os nomes do seu pai e mãe.

2025-04-01

Os tios e as tias!

 Na idade média, as mulheres não usavam (ou raramente eram mencionados) apelidos, por isso torna-se mais difícil saber o que lhes aconteceu. Quando foi baptisada, era apenas Maria, quando se casou já era Maria Joaquina, como haveria eu de desconfiar que se tratava da mesma pessoa?

Estou a referir-me à esposa do Sr. João Lopes da Silva e irmã do meu trisavô Joaquim, por conseguinte, neta do avô Jerónimo, filha do seu filho José, o tal que trouxe para a família do Jerónimo o apelido de Sousa.


Nascida em 1807, ela teve o seu primeiro filho, em 1836, com 29 anos, mas manteve-se fértil até aos 44 anos, quando nasceu o seu filho mais novo, o Joaquim (como se pode ver no quadro acima). Depois de casarem ficaram a morar no lugar de Modeste, o que me faz supor que o marido vinha desse lugar, enquanto ela era do Outeiro.

A existência de duas Marias e dois Joaquins faz-me pressupor que os nascidos primeiro faleceram ainda bebés e os seus nomes foram atribuídos a outros nascidos mais tarde.


A casa dos Lopes da Silva seria continuada, na geração seguinte, pelo filho da Maria Joaquina, de seu nome António, que assim sucedeu ao seu pai João e ao avô José no governo dessa família de lavradores do lugar de Modeste,

2025-03-15

O tempo corre e não para!

 A minha neta Raquel já nasceu no Século XXI, mas tudo o que está para trás, embora ela o não conheça, nunca se apagará. Os Registos Paroquiais são o nosso único suporte se quisermos descobrir algo sobre a nossa ascendência. E como só começaram a ser feitos no fim do Século XV, no caso de Macieira de Rates só em meados do seguinte, tudo o que se passou antes disso é, e ficará a ser para sempre, uma incógnita.

Na nossa segunda geração temos apenas dois ascendentes, o pai e a mãe, mas a cada uma que passa a coisa não para de aumentar. Quando decidimos mergulhar no passado e procurar os nossos ascendentes temos que escolher um dos ramos da enorme árvore genealógica em que estamos integrados. Foi assim que eu procedi, escolhi a minha mãe, como ponto de partida e fui procurara a sua mãe, avó, bisavó, etc..

Aos dezassete dias do mês de Outubro de
mil seiscentos e sessenta e seis bautizei a Anna
filha de João Lopes e sua mulher Anna de Araújo do
lugar do Outeiro. Forão padrinhos Bento de Araújo ajudante
e tio da bautizada e Domingas, solteira, filha
de António Martins desta freguesia. Era ut supra

 
Do assento de baptismo da Anna e depois pegando no do casamento de seus pais, consegui reunir os nomes mais antigos da nossa família e a partir daí estou em condições de deixar à minha neta Raquel um legado que ela pode adicionar ao seu currículo para passar, mais tarde, à sua descendência.

Da união de Domingos Pires com Izabel Afonso nasceu João Lopes e da união de Pedro Araújo com Maria Álvares nasceu Anna de Araújo, tendo os dois rebentos casado um com o outro, em 1666.

Desse casal, entre 1666 e 1689, nasceram 9 filhos, sendo o António o terceiro, nascido em 1672, o qual foi quem deu seguimento à nossa família. Tendo casado, em 1699, com a Illena Manuel, vinda de Rates, deu vida à Rozária Francisca de Araújo, em 1715, última de 5 irmãos.

E daí em diante, a minha história familiar foi mais fácil de seguir, pois comecei a ouvir falar de nomes e famílias que me eram já conhecidas, de ouvir falar. Um episódio insólito e que tenho que aqui relatar é o caso do casamento desta Rozária com apenas 12 anos de idade. Comecei por duvidar que eu estivesse no caminho certo, em algum lugar deveria ter-me espalhado e seguido por caminho errado. Mas verifiquei, mais que uma vez, ponto por ponto todos os nomes e datas, chegando sempre à mesma conclusão, esta era a minha antepassada que casara como Manuel Ferreira, da família da Ribeira, de Gueral e de quem nascera o meu avô Jerónimo que ainda hoje anda nas bocas do povo de Macieira.

Retomando o fio à meada, da união de Manuel Ferreira e Rozária Francisca de Araújo nasceu, em 1743, o famoso Jerónimo que acabei de mencionar acima. Faltou dizer que a avó Rozária só aos 18 anos teve o seu primeiro filho, António, nascido em 1733, o que reforça a minha teoria de que, por razões que nunca viremos a saber, ela foi obrigada a casar com 12 anos, mas só por volta dos 17 ou 18 iniciou a sua actividade sexual, sendo de facto o elo da nossa família.

E da união do nosso avô Jerónimo Ferreira com Maria Álvares da Silva que ele foi descobrir em Goios, nasceu o Joze Álvares Ferreira, em 1768, primeiro filho varão, entre 7 irmãos.

Este Joze Álvares Ferreira foi a Balazar descobrir a mulher da sua vida, Hilena de Souza, que lhe deu 6 filhos, primeiro 3 raparigas e depois 3 rapazes, sendo o Joaquim, nascido em 1817, o do meio e quem deu seguimento à nossa família. Uma particularidade que não quero deixar de referir é que foi este meu antepassado que riscou o apelido Ferreira da nossa família e o substituiu pelo Souza da sua mulher.

 O seu filho Joaquim, já apelidado de Álvares de Souza, escolheu noiva na nossa freguesia, a Maria Isidória, cujo único irmão deu origem à grande família dos Caetanos, de Macieira, e com ela deu ao mundo 11 filhos, entre eles a minha avó Eusébia, número 5 entre 11 irmãos.

A partir da minha bisavó Eusébia Alves de Sousa (mudou de Álvares para Alves e trocou o Z do nome Souza por uma S de Sousa) a coisa complicou-se um pouco, pois começou por não casar, mas teve um filho de pai incógnito, o qual deu origem ao ramo da família que temos na Lagoa Negra (Barqueiros), vindo mais tarde a casar-se, já com 38 anos de idade, com um velhote e viúvo, de seu nome Agostinho Dias de quem nasceu, em 1890, a nossa avozinha Maria.

Maria Alves de Sousa a quem dedico um pensamento, sempre que digo ou escrevo o seu nome, nunca casou, mas deu a vida à mãe Rita, nascida em 1916, filha de um namorado de Rio Covo, Santa Eulália, de seu nome António de Sousa que, à data trabalhava na Póvoa de Varzim e depois emigrou para França de onde nunca mais regressou.

E, nesta última etapa do meu já longo relato, a minha mãe, Rita Alves de Sousa, conheceu o seu marido, António Oliveira da Silva, ele nascido em 1912, já no tempo da República, casaram-se em Macieira e ali lhe nasceram 11 filhos, entre eles eu que fui o terceiro a vir ao mundo, em 1944, e primeiro do sexo masculino, portador do apelido Silva para o futuro. Já depois de emigrarem (todos) para Argivai, em 1960, e depois Touguinha, em 1961, viria ao mundo ainda um 12º filho, o Aires, tristemente já falecido, vítima de cancro no duodeno.

E eu, Manuel Alves da Silva, arranjei para me casar uma fangueira que morava na Póvoa de Varzim, de seu nome Maria Emília Gonçalves da Costa, nascida em 1946, de quem nasceram 2 filhos, sendo o mais novo o Marco Aurélio Gonçalves da Costa e Silva, nascido em 1972, que após casar-se com a Ana Queirós trouxe ao mundo a minha neta Raquel, em 2005.

Seguindo a lógica das coisas e sendo ela uma menina, o apelido Silva fica por aqui, tal como ficaram também pelo caminho, o Araújo, o Ferreira e o Sousa que usaram os nossos avós!

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Linha da vida - Raquel - Marco - Manuel - Rita - Maria - Eusébia - Joaquim - José - Jerónimo - Rozária - António - Anna - Pedro.

Parentesco - Filha - pai - avô - bisavó - trisavó - tetravó - pentavô - exavô - heptavô - enavó - decavô - undecavó - duodecavô Pedro de Araújo.

2025-02-28

Romaria pelos cemitérios!

 Ontem, fui almoçar a Barcelos. Há lá um restaurante que gosto de frequentar, serve um rodízio brasileiro e a diária custa apenas 12.50€. Não é que seja barato, mas em comparação com o que se come e bebe é até "muito barato".

No regresso, vim pelas aldeias do concelho em direcção a sul. Passei primeiro pelas Carvalhas, em cujo cemitério está sepultada, desde 1954, a minha avó paterna de seu nome Ana Maria Oliveira. E depois por Macieira, onde dorme o sono eterno a minha bisavó materna que era conhecida por Eusébia, desde o longínquo ano de 1938.

Dispensar um pensamento a estes antepassados é como rezar uma oração pela remissão dos seus pecados. A esta hora já devem ter todos os pecados perdoados e estar com o Criador no paraíso, mas as orações servem sempre para aliviar outras almas que estejam ainda a pagar pelos erros e falhas do seu passado.

Gostaria de ter ido ver o andamento das obras na saída nascente da cidade, mas o tempo estava de cara feia e não deu para isso. Logo que o tempo melhore e os dias forem mais amenos, irei almoçar a S. Bento da Várzea e depois rumo a Barcelos passando por essa zona, onde as obras estão a mexer com o trânsito.

2025-02-10

 


Ver o mundo através do Google Earth é o que me resta, quando as pernas já não dão conta do recado e me deixam aqui sozinho isolado do mundo e do que por lá se passa. Ao ver o mapa acima recordei uma história que o meu pai contava com frequência. Ele odiava defuntos e deve ter sido por essa razão que a coisa lhe ficou gravada na memória e passados muitos anos, pelo menos aí uns 60, me contou o acontecido.


Nesse tempo, década de 20 ou 30 do século passado, não havia ruas pavimentadas, como agora existem e se vêem na imagem. A viagem fez-se por caminhos e carreiros, descendo do ponto mais alto de Chavão para o mais baixo de Chorente. O morto andava aos trambolhões, dentro do esquife, e batia com a cabeça na madeira sempre que um dos carregadores escorregava e fazia balançar a carga. O caminho é mau que eu bem sei, por isso há tão poucas ligações entre as duas freguesias, sendo o conhecido Monte de Chavão o obstáculo natural que a isso leva.


À altura morava ele em Chorente, no lugar da Idanha, e tendo falecido em Chavão uma pessoa de Chorente havia que trazê-la até ali para realizar o funeral. Ainda não havia, como há hoje, carros funerários para fazer o serviço e, por conseguinte teria que usar-se outro transporte para o féretro. O meu pai e um grupo de familiares e vizinhos do falecido prontificaram-se a trazer o caixão às costas até à igreja de Chorente, onde o pároco encomendaria a alma do dito, antes de o levarem a enterrar no cemitério.



Passei a minha infância neste recanto do mundo, Courel, Macieira, Negreiros Chorente e Gueral formavam um círculo à volta do lugar onde nasci, lugar do Outeiro, e não havia caminho nem carreiro que eu não conhecesse ou calcorreasse nas idas e vindas de um lado para o outro.

Chavão ficava fora desse âmbito, da estrada que liga Negreiros a Chorente e depois segue em direcção às Carvalhas, nunca passei para o lado nascente, talvez por causa da ausência de moradores no já referido Monte de Chavão. Um dos meus caminhos, frequentemente usado para de Macieira chegar ao lugar da Torre, passava pela Gandarinha, depois pela azenha do Tio Avelino Mariano, daí até à Baralha, seguindo depois por uns carreiros até atingir a estrada de Negreiros.

Hoje, parece estranho falar nisto, pois ninguém dá um passo que não seja de automóvel ou outro meio mecanizado, até as bicicletas já foram postas de parte, pois era preciso pedalar a sério para elas se moverem nquela espécie de terreno. Lugar de Vinhós e depois Torre era onde eu ia entregar a obra de costura que as senhoras daquela zona encomendavam à minha mãe que as vestia a todas.

Outros tempos, outras gentes cujos ossos já repousam nos cemitérios, depois de uma vida de canseiras neste mundo de Deus!

2025-02-04

A tia Amélia do Jerónimo!

 


É mentira que ela fosse do Jerónimo, quem era do Jerónimo (bisneto, salvo erro) era o seu marido António Alves de Sousa que depois de nascer o Armando se mandou para o Brasil e nunca mais se ouviu falar dele. Já ouvi dizer que ele arranjou por lá mulher e teve mais uma catrefada de filhos "brazucas", mas isso está por provar. Para normalizar as coisas, teve o tal Armando que recorrer ao tribunal para transformar o desaparecido em falecido que já tinha ultrapassado os cem anos de idade.

A minha família morava na parte mais a norte do lugar do Outeiro e os vizinhos eram poucos, por isso havia uma grande ligação entre todos. Do lado sul a família do Velho e a do Couto, cujos quintais confrontavam com o campo (de baixo) do Loureiro, onde se inseria a casa onde eu nasci. Do lado norte era quase tudo família, primeiro a tia Rosa e depois a sua cunhada Amélia ambas do Jerónimo e, por conseguinte minhas parentes. A última casa ora estava vazia ora ocupada, a mais antiga família que lá conheci tinha consigo dois refugiados - austríacos, salvo erro - que se chamavam Monique e Gilbert, mais tarde ocupada pela família "Da Antónia" vinda de Gueral.

Muitas aventuras poderia contar destes filhos da Antónia - nome que deviam ter herdado de alguma avó, pois a sua mãe não tinha este nome - que eram 3 rapazes e 1 rapariga, a Maria que eu viria a encontrar, anos depois, como criada da família do Couto. Falei com ela no verão de 1960, antes de a minha família se mudar para o Anjo, e depois, como muitas outras pessoas e coisas, esfumou-se da minha vida. Não sei se ela é ainda viva ou se já faleceu. Mas, por acaso, gostaria de saber!

Mas, voltando à tia Amélia que pertencia à família dos meus antepassados, ela morava numa casinha, hoje em ruínas, que foi construida num recanto da bouça do Loureiro que existia encostada à Quinta do Arteiro. Quinta que no passado não pertencia à família do Loureiro, de Gueral, mas que foi depois comprada e anexada aos terrenos que já lhe pertenciam. Quando se casou, a tia Amélia ficou a morar na casa onde eu também nasci, depois, por razões que desconheço, o Loureiro ofereceu-lhe aquele recanto da bouça que tinha pouco interesse para a agricultura, mas uma posição ideal para construir uma pequena casinha.

E assim ficou vazia a «Casa da Rita» (como é hoje conhecida), o que deu ao meu pai a oportunidade de a arrendar, quando se casou. Aquilo está uma ruína com o telhado a cair, disse-lhe o Loureiro. Não lhe dê isso preocupação, respondeu o meu pai, eu arranjo aquilo ao jeito de lá poder instalar a minha mulher e a sogra, pois melhor lugar não encontrei. E assim aconteceu, durante 21 anos moraram ali os meus pais, a minha avó Maria e mais os 11 filhos que a minha mãe, nesse período, deu à luz.

Ali passei eu os primeiros 11 anos da minha vida, a saltitar da casa da tia Rosa para a da tia Amélia e dessa de volta para a nossa (?) casa, o resto passei-os a andarilhar por esse mundo de Deus, primeiro em Coimbra e na Póvoa, como estudante e depois em Lisboa e Moçambique, já na vida militar. De vez em quando, volto a Macieira para recordar estas e outras memórias que aquele recanto do planeta Terra deixou gravadas no meu cérebro!

2025-02-03

2025-02-02

O Notário!

 


Hoje, navegando na internet, descobri que há, ou houve, um Dr. Geremias de Sousa que era notário. Pensei que poderia ser o filho da parteira Alzira de Sousa e, por conseguinte, meu parente, mas não encontrei nada que suportasse esta teoria. Por mais pesquisas que tentasse ia sempre parar ao Brasil, país que tem mais de 200 milhões de habitantes e açambarcam a internet toda para eles não deixando nada para nós.

Nós somos antigos, vivemos no velho mundo e eles, os brasileiros, vivem num mundo novo fundado por portugueses, no século XVI. Em questões de novas tecnologias somos nós também que vivemos no mundo velho, o Brasil acordou para essas coisas e deu formação aos seus cidadãos muito antes de nós. Aliás, quem tiver mais de 50 anos, em Portugal, é um analfabeto em questões de WWW, isto é, World Wide Web, a teia que une todos os habitantes do Globo Terrestre.

Assim perdi o meu tempo a folhear dezenas de páginas e só encontrei Geremias no Brasil, sendo o notário da Póvoa o único Geremias português. Agora se ele era ou não meu parente, não consegui descobrir. Sousa era a sua mãe e sendo Amorim o seu pai, talvez eu devesse ter pesquisado Geremias Amorim, mas já saturado de pesquisas decidi adiar o assunto para uma ocasião mais propícia.

P.S. - Rio Covo era a freguesia onde nasceu o Geremias (pai deste notário e meu tio-avô), há mais de 100 anos!

2025-01-27

Está frio, brbrbrbr!

 


Não tendo nada para dizer, deixo aqui este ditado popular como prova de que isto não  está abandonado. Todos os dias passo por aqui para ver se houve alguma visita!

2025-01-22

Neste ano!

 O meu pai faria 113 anos se não tivesse falecido, em 2002!

E a minha mãe que era 4 anos mais nova, faria 109, mas em 2010 terminou a sua viagem no planeta Terra e também já cá não está para me mimar!

De vez em quando devemos dedicar um pensamento aos nossos progenitores, ou quem for crente rezar uma curta oração para remissão dos seus pecados e levá-los para o céu, se ainda lá não tiverem chegado!

2025-01-12

Ano Novo, vida como sempre!

 Entramos no ano de 2025 e a novidade que tive, no que respeita à minha actividade no Blogger, foi um aviso de que este blog contém matéria sensível e é preciso confirmar a entrada para ter acesso ao seu conteúdo!


Muito me admira esta medida do Blogger, ou Google, pois tudo o que há de novo é aquela anedota do caçador que disparou sobre o urso usando o guarda chuva. Será que a IA está assim tão desenvolvida que detectou ali algum insulto à honra da minha avozinha? Só pode ser isso, pois outras coisas que possam ofender alguém não me lembro de ter publicado.

E que apareça alguém preocupado com a honra da velha senhora que eu conheci pouco antes de ela entregar a alma ao criador, deixa-me todo vaidoso! Pode ser que algum dos seus tetranetos, ou qualquer outro descendente apareça por aqui e ainda me atire à cara que andei a insultar a sua avozinha!

Que Deus me livre e guarde! 

2024-12-30

Maria Alvares da Silva!

 

Nem o pai nem a mãe e até os avós usavam o apelido de Silva. Onde o terá ido buscar esta Maria que veio de Goios para casar com o nosso avô Jerónimo?

Também o avô Jerónimo usava o apelido de Ferreira que herdou do seu pai Manuel Ferreira, mas nenhum dos avós tinha esse apelido. Coisas que não conseguimos explicar e não havendo uma norma rígida que obrigue os filhos a usarem (adoptarem) o apelido dos pais, acabamos a nunca perceber onde foram as pessoas buscar o apelido que acrescentaram ao seu nome de baptismo.

A mim interessa-me apenas guardar estes dados para mais tarde usar, se a tanto me vir obrigado, para esclarecer alguma situação mais complicada. Em Genealogia andamos sempre metidos em atalhos que por vezes vão dar ... a lado nenhum!

2024-12-29

Recuando no tempo!

 


É muito bom sabermos de onde viemos!

Antes de me meter nesta empreitada de desbravar os velhos Registos Paroquiais, hoje guardados no Arquivo Distrital de Braga, eu não fazia a mínima ideia que os meus eram de Negreiros, de Gueral e de Rates com o contributo de uma família de Macieira, a dos Araújos.

Eu ainda tenho uma certa reserva, quanto a esta árvore genealógica, pois me custa a aceitar que uma das minhas avós tenha casado com 12 anos de idade sem que o padre que a casou tenha referido esse facto no assento de casamento. Mas o documento não deixa lugar a dúvidas, ali consta que ROZÁLIA FRANCISCA DE ARAÚJO, filha de António de Araújo e de Illena Manuel, se casou no dia 3 de Agosto de 1727. E tendo ela nascido em 5 de Julho de 1715, nem 12 anos tinha feito ainda, faltava-lhe quase 1 mês para o 12º aniversário.

Por outro lado, eu sei que, antigamente, havia muitos casamentos combinados por questões de interesse e acredito que este possa ser um desses casos. Uma coisa que joga a favor desta teoria é o seu primeiro filho ter nascido em 13 de Abril de 1733, quando ela estava prestes a completar os 18 anos de idade. Os 5 anos já decorridos do seu casamento deram para o seu aparelho reprodutivo amadurecer o suficiente para levar uma gravidez a bom termo.

E passaram mais de 200 anos até a minha mãe, descendente dessa Rozália de Araújo, se casar também e dar à luz a sua primeira filha e minha irmã mais velha que, à moda antiga, se poderia chamar Maria de Fátima Araújo!

Ana Canana!