É muito bom sabermos de onde viemos!
Antes de me meter nesta empreitada de desbravar os velhos Registos Paroquiais, hoje guardados no Arquivo Distrital de Braga, eu não fazia a mínima ideia que os meus eram de Negreiros, de Gueral e de Rates com o contributo de uma família de Macieira, a dos Araújos.
Eu ainda tenho uma certa reserva, quanto a esta árvore genealógica, pois me custa a aceitar que uma das minhas avós tenha casado com 12 anos de idade sem que o padre que a casou tenha referido esse facto no assento de casamento. Mas o documento não deixa lugar a dúvidas, ali consta que ROZÁLIA FRANCISCA DE ARAÚJO, filha de António de Araújo e de Illena Manuel, se casou no dia 3 de Agosto de 1727. E tendo ela nascido em 5 de Julho de 1715, nem 12 anos tinha feito ainda, faltava-lhe quase 1 mês para o 12º aniversário.
Por outro lado, eu sei que, antigamente, havia muitos casamentos combinados por questões de interesse e acredito que este possa ser um desses casos. Uma coisa que joga a favor desta teoria é o seu primeiro filho ter nascido em 13 de Abril de 1733, quando ela estava prestes a completar os 18 anos de idade. Os 5 anos já decorridos do seu casamento deram para o seu aparelho reprodutivo amadurecer o suficiente para levar uma gravidez a bom termo.
E passaram mais de 200 anos até a minha mãe, descendente dessa Rozália de Araújo, se casar também e dar à luz a sua primeira filha e minha irmã mais velha que, à moda antiga, se poderia chamar Maria de Fátima Araújo!

Sem comentários:
Enviar um comentário