Cada pessoa tem as suas predilecções, quer sejam coisas ou pessoas. O meu pai tinha uma predilecção especial pela sua prima Maria, mais velha que ele uns bons 10 anos e que era a filha primeira da sua tia Rita. Antes dela tinham nascido dois rapazes, o Armindo e o José, e depois dela nasceu a Ana e o António, portanto, primos não lhe faltavam, mas, vá lá saber-se porquê, ele elegeu a Maria como a sua preferida.
O Armindo Risso que visitava a casa do meu pai, já nos últimos anos da sua vida e lhe chamava tio, devia ser filho, ou então afilhado, do Armindo referido acima. Por essa altura, foi operado a um tumor do cólon, doença que o levou deste mundo alguns anos depois. Como morava em frente do cemitério, foi só atravessar a estrada para o depositar na campa que já visitei algumas vezes.

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