A minha avó Ana já morreu há muito, era eu ainda um miúdo. Há coisas que gostava de saber sobre ela, mas agora que morreram já todos os que a conheceram bem não será fácil. Sempre ouvi referirem-se a ela como «Ana Canana», mas disseram-me, há dias, que Canano era o marido e não ela. Se assim for e por razões que só a mim dizem respeito, nós, os seus netos filhos do seu único filho varão, não somos Cananos coisa nenhuma.
A sua filha mais velha, a Glória, era a rainha dos Cananos e assim se considerou até morrer. Os seus filhos espalharam essa alcunha, sim porque apelido não era, por várias freguesias do concelho de Barcelos, tal como os seus netos continuam a fazer, juntando-lhe ainda algumas freguesias do grande Porto, onde vivem os descendentes dos 4 filhos mais novos que para aí emigraram quando crianças.
A minha avó Ana era filha única e de mãe solteira, o que não me facilita as pesquisas nos registos ligados à Genealogia, mas já deixei de me preocupar com isso. Lá diz o ditado, o que não tem remédio, remediado está!
