2024-12-30

Maria Alvares da Silva!

 

Nem o pai nem a mãe e até os avós usavam o apelido de Silva. Onde o terá ido buscar esta Maria que veio de Goios para casar com o nosso avô Jerónimo?

Também o avô Jerónimo usava o apelido de Ferreira que herdou do seu pai Manuel Ferreira, mas nenhum dos avós tinha esse apelido. Coisas que não conseguimos explicar e não havendo uma norma rígida que obrigue os filhos a usarem (adoptarem) o apelido dos pais, acabamos a nunca perceber onde foram as pessoas buscar o apelido que acrescentaram ao seu nome de baptismo.

A mim interessa-me apenas guardar estes dados para mais tarde usar, se a tanto me vir obrigado, para esclarecer alguma situação mais complicada. Em Genealogia andamos sempre metidos em atalhos que por vezes vão dar ... a lado nenhum!

2024-12-29

Recuando no tempo!

 


É muito bom sabermos de onde viemos!

Antes de me meter nesta empreitada de desbravar os velhos Registos Paroquiais, hoje guardados no Arquivo Distrital de Braga, eu não fazia a mínima ideia que os meus eram de Negreiros, de Gueral e de Rates com o contributo de uma família de Macieira, a dos Araújos.

Eu ainda tenho uma certa reserva, quanto a esta árvore genealógica, pois me custa a aceitar que uma das minhas avós tenha casado com 12 anos de idade sem que o padre que a casou tenha referido esse facto no assento de casamento. Mas o documento não deixa lugar a dúvidas, ali consta que ROZÁLIA FRANCISCA DE ARAÚJO, filha de António de Araújo e de Illena Manuel, se casou no dia 3 de Agosto de 1727. E tendo ela nascido em 5 de Julho de 1715, nem 12 anos tinha feito ainda, faltava-lhe quase 1 mês para o 12º aniversário.

Por outro lado, eu sei que, antigamente, havia muitos casamentos combinados por questões de interesse e acredito que este possa ser um desses casos. Uma coisa que joga a favor desta teoria é o seu primeiro filho ter nascido em 13 de Abril de 1733, quando ela estava prestes a completar os 18 anos de idade. Os 5 anos já decorridos do seu casamento deram para o seu aparelho reprodutivo amadurecer o suficiente para levar uma gravidez a bom termo.

E passaram mais de 200 anos até a minha mãe, descendente dessa Rozália de Araújo, se casar também e dar à luz a sua primeira filha e minha irmã mais velha que, à moda antiga, se poderia chamar Maria de Fátima Araújo!

2024-12-15

Uma dor de cabeça!

 

1895/06/02 - Casamento da avó Ana


Não estou dentro da cabeça de nenhuma mulher, mas sempre ouvi dizer que mulher que casa tem, como um dos seus sonhos, em primeiro lugar, o de ser mãe! Como se pode ver no pequeno recorte que podem ver acima, a avó Ana, tendo nascido em 1876, tinha apenas 19 anos, quando se casou, e eu diria que o seu primeiro pensamento, quando se deitava com o avô, era que tinha chegado a sua vez de contribuir para o crescimento da humanidade.

1910/03/07 - Data de nascimento da tia Glória

Mas os anos foram passando e nada acontecia, nada que no seu corpo jovem anunciasse uma gravidez. Pelos comentários que ouvi, quando criança, o avô Francisco começou a ver que alguma coisa não funcionava entre eles e desanimado meteu-se nos copos. E com os copos deu-lhe para descarregar na mulher que "devia ser" a culpada de tudo. Uns bons 15 anos depois, já a noiva tinha passado dos 30, a desejada gravidez apareceu e assim veio ao mundo a minha tia Glória, provando e comprovando que a avó Ana não era estéril, como o avô quisera fazer crer.

E como aconteceu esse milagre? Não vos digo, mas vou contar-vos uma anedota que ajuda a compreender a situação.

EXPLICAR SEM OFENDER

Um homem de 89 anos estava fazendo seu check-up anual. O médico perguntou como ele estava se sentindo:

- Nunca me senti tão bem - respondeu o velho. Minha nova esposa tem 18 anos e está grávida, esperando um filho meu. Qual a sua opinião a respeito, doutor?

O Médico refletiu por um momento e disse:

- Deixe-me contar-lhe uma estória: eu conheço um cara que era um caçador fanático, nunca perdeu uma estação de caça. Mas, um dia, por engano, colocou seu guarda-chuva na mochila em vez da arma. Quando estava na floresta, um urso repentinamente apareceu na sua frente. Ele sacou o guarda-chuva da mochila, apontou para o urso e...
BANG................ o urso caiu morto.

- HA! HA! HA! Isto é impossível - disse o velhinho - algum outro caçador deve ter atirado no urso.

- Exatamente!!!

2024-12-12

A minha bisavó paterna!

 

Augusta Maria (exposta na Roda)

Aqui Maria Augusta que o abade de Gueral resolveu
escrever à sua moda e natural de Guimarães, mas exposta
na Roda de Braga.

Para que não restem dúvidas deixo aqui também
esta imagem do livro de Baptismos da freguesia
da Sé de Braga, em que figura na página 50 o dito registo.

E aqui Augusta Edoarda para quem conseguir ler este
documento que corresponde ao baptismo da minha
tia Glória.

Decidi arquivar aqui estas provas para não andar sempre à procura delas, quando preciso de abordar o assunto do nome e origem da nossa bisavó Augusta Maria, considerando que é este o nome certo e não o que o abade de Gueral decidiu chamar-lhe no assento de casamento da tia Glória Canana.

Quanto a ela ter nascido em Guimarães, eu tenho que aceitar como certa a informação escrita pelo mesmo abade no assento de casamento da nossa avó Ana. Mas não há dúvida que ela foi entrgue na Roda de Braga e lá baptisada, em Abril de 1854, como consta do documento que podem consultar, acima.

2024-12-05

Não há duas sem três!

 Em Junho de 1895 morre a Maria de 3 anos de idade e no seu registo de óbito pode ler-se com toda a clareza, filha de Carlos Rodrigues e Rita da Silva. Com a indicação que tinha 3 anos quando morreu, teria que ter nascido em 1892 e antes do mês de Junho. Virei todos os livros da paróquia de Gueral e não encontrei nada, essa Maria não foi baptisada em Gueral.

Corri os arquivos todos de Fragoso a Barcelos e até de Paranhos, no Porto e continuei sem nada encontrar. Voltei para os registos de baptismo e óbito, pensando que me podia ter enganado, alguma coisa parecia não bater certo. Voltei ao princípio da história, lendo pela milésima vez o assento de casamento da Rita da Silva, de modo a estabelecer uma cronologia que me guiasse pelo caminho certo. E de repente, os meus olhos fixaram-se na data do casamento da Rita da Silva, 10 de Agosto de 1893.

Ora então se a Maria morreu em Junho de 1895 e tinha 3 anos de idade, teria forçosamente que ter nascido no primeiro semestre de 1892, ou até na segunda metade do ano de 1891, mais de um ano antes de a sua mãe ter casado. Ou será que o padre se enganou na idade da criança, quando anotou isso no assento de óbito? Agora que essa gente toda já morreu, há muito, não há como tirar as dúvidas e o mais fácil é acreditar que o Carlos Rodrigues veio de Fragoso para Gueral trabalhar ao jornal para os lavradores, conheceu a Rita e pegaram de namoro. E depois aconteceu o que aconteceu.

Mas o pai da criança apresentou-se na igreja, acompanhando a sua filha à Pia Baptismal e reconheceu, perante todos os presentes, que era o pai daquela criança que nascera da Rita, filha da Maria das Dores e neta da Maria da Anunciação e todas elas sabiam muito bem o que era dar à luz sem o pai da criança por perto. Feliz e finalmente, interrompeu-se ali o ciclo dos pais incógnitos.

Só há uma coisa que contraria todo este meu raciocínio e que é o facto do pároco ter escrito filha legítima de Carlos Rodrigues e Rita da Silva no assento de óbito. E padre não mente! Se a criança foi baptisada noutra freguesia e mesmo sabendo que a Rita se casara apenas há dois anos, podemos desculpar-lhe esse pequeno pecado, ou lapso de memória!

Rissos e Cananos andaram sempre ligados e, menciono isto como uma curiosidade, quando nasceu a minha tia Glória, filha mais velha do avô Francisco, portanto, sobrinha da Rita, foi o seu marido, Carlos Rodrigues, que a levou ao baptismo, como padrinho. Mais um elo da cadeia que nos liga a todos como uma grande família!


2024-12-04

Prima predileta!

 Cada pessoa tem as suas predilecções, quer sejam coisas ou pessoas. O meu pai tinha uma predilecção especial pela sua prima Maria, mais velha que ele uns bons 10 anos e que era a filha primeira da sua tia Rita. Antes dela tinham nascido dois rapazes, o Armindo e o José, e depois dela nasceu a Ana e o António, portanto, primos não lhe faltavam, mas, vá lá saber-se porquê, ele elegeu a Maria como a sua preferida.

À margem do assento de baptismo pode ler-se que faleceu na freguesia de Paranhos, quer dizer, no Hospital de S. João, no dia 23 de Fevereiro de 1981. Como, nessa data, os cemitérios paroquiais já eram controlados pela Junta de Freguesia, deve ser possível saber em que campa foi sepultada.

O Armindo Risso que visitava a casa do meu pai, já nos últimos anos da sua vida e lhe chamava tio, devia ser filho, ou então afilhado, do Armindo referido acima. Por essa altura, foi operado a um tumor do cólon, doença que o levou deste mundo alguns anos depois. Como morava em frente do cemitério, foi só atravessar a estrada para o depositar na campa que já visitei algumas vezes.

Filhos da Maria das Dores!

 
Já vos tinha explicado que o nosso avô Francisco José nasceu como filho natural da Maria das Dores, mas estou convencido que o pai dele era o famoso carpinteiro que morava no lugar do Outeirinho, de seu nome António José, que acabaria por casar com a "mulher enganada", antes de esta dar à luz a Rita que viria a ser a progenitora da família dos Rissos.

Nas várias pesquisas que fiz nos Registos Paroquiais de freguesia de Gueral, eu tinha encontrado mais filhos da Maria das Dores e decidi que mais tarde voltaria ao assunto com mais pormenor. Pois, chegou o dia, foi hoje que voltei a peneirar os baptismos de Gueral, após o ano de 1867, em que nasceu a Rita e encontrei-lhe 3 irmãos. melhor dizendo, um irmão e duas irmãs.

Maria, nascida no dia 20 de Abril de 1870

Joaquim, nascido no dia 16 de Junho de 1874

Delovina, nascida no dia 8 de Outubro de 1876

Assim fica o meu estudo mais completo, embora não possa garantir, em absoluto, que são apenas estes os filhos da Maria das Dores, pois isso obrigar-me-ia a um estudo muito mais aprofundado. Quando o Carlos Rodrigues veio de Fragoso para casar com a Rita, em Gueral, ganhou 4 cunhados, a saber, o Francisco, o mais velho, e ainda estes 3, acima apresentados.

E também serve esta comunicação para dar a saber à Prazeres que a sua avó Rita teve mais irmãos que, possivelmente se casaram também e tiveram filhos, fazendo com que haja (por esse mundo de Deus) mais Rissos do que nós sabíamos.

Nos averbamentos à margem podemos ler o seguinte:
1) Maria sem qualquer averbamento. Pode ter mudado de freguesia e lá ter casado e falecido, nunca o saberemos.
2) Joaquim faleceu em Gueral, em 1943, e sem registo de casamento.
3) Delovina faleceu em Gueral, em 1947, e sem registo de casamento.

Ana Canana!