Depois de ler e reler o post que publiquei ontem, uma coisa houve que começou a fazer-me desconfiar que houve malandrice na atribuição do nome José e do apelido Silva ao meu avô Francisco. Registado como filho de pai incógnito, eu ainda entenderia que a mãe tivesse querido dar-lhe um segundo nome e a sua escolha recaísse em José, mas o Silva é que não tinha lógica nenhuma.
De repente, ao ler pela segunda ou terceira vez o registo de nascimento da sua meia-irmã Rita, acendeu-se uma luzinha no meu cérebro e percebi tudo. Com um nome como aquele, António José da Silva, só podia ser ele o incógnito pai que, no ano de 1863, fugiu à sua responsabilidade e três anos mais tarde decidiu reparar o seu erro e casar com a desonrada mãe do Francisco que era seu filho. E assim a Rita que nasceu no ano seguinte, já dentro da casamento é, afinal, irmã de pai e mãe do meu avô.
Só que devem ter-se esquecido de legalizar o acto de perfilhação, ou então fizeram-no mas eu não encontrei o documento que o comprove. Ou, em última análise, sou eu que estou a sonhar com bruxas e nada disto corresponde àquilo que se passou naquele longínquo ano de 1867, na freguesia de Gueral.

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