Fiz uma investigação a fundo a todos os Alvares que aparecem nos Registos Paroquiais de Macieira e encontrei duas mulheres com o mesmo nome, Maria Alvares da Silva, que merecem um estudo mais aprofundado. A primeira csaou-se em Agosto de 1757, morava no lugar de Travassos e era filha de pai incógnito, o que não permite levar as pesquisas por diante. A segunda veio de Goios, depois do casamento com o nosso avô Jerónimo, em 1764.
Antes delas, houve um Manuel Alvares que veio casar a Macieira, em 1722, mas era de Balazar e para lá deve ter levado a mulher, pois não aparece qualquer registo de filhos seus na nossa freguesia. E depois delas, na última década do século XVIII, aparecem dois homens com este apelido. Um deles é filho de Simião Martins, do lugar de Modeste, e não sei de onde lhe veio o apelido Alvares, sendo o pai Martins e a mãe Costa. O outro era de Arcos, casou-se e ficou a viver em Macieira.
Diria, por conseguinte, que a nossa avó Maria Alvares da Silva, vinda de Goios, filha da Maria Alvares da Silva e neta de Bento Alvares da Silva, de Pedra Furada, são aqueles a quem se deve a introdução do nome, na freguesia de Macieira. Do seu casamento com o avô Jerónimo nasceram 7 filhos que usaram o apelido de Alvares Ferreira e o transmitiram aos seus descendentes, como é o meu caso.
Termino este relato deixando, aqui abaixo, as imagens dos vários registos que comprovam aquilo que acima deixei escrito.
O primeiro refere-se ao casamento de Bento Alvares com Izabel Antónia, em Pedra Furada, em 1703.
O segundo, ao baptismo da sua filha Maria, em 1717.
O terceiro, ao casamento de Maria com José da Fonseca, de Goios, em 1740.
O quarto, ao baptismo de Maria (aquela que viria a ser nossa avó), no ano de 1744.
E a história continua com o seu casamento, em Junho de 1764, mudança para casa do seu marido, no lugar do Outeiro da freguesia de Macieira e posterior falecimento, em Junho de 1805.




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