Começo por dizer que um blog é como um jornal diário, o que é verdade num dia é mentira no dia seguinte e nunca se pode alterar aquilo que já foi escrito. Verdade ou mentira está dito e lido por quem quis e só uma posterior notícia poderá alterar isso. E falo nisso porque algumas coisas que vou escrever de seguida estão em contradição com outras que escrevi antes. Como diz o outro, esquece o passado que o presente é que conta.
Já sabem o que penso do Sr. Agostinho e da D.Jozefa, sua esposa, mas o que realmente nos interessa é a história dos filhos da bisavó Eusébia e é disso que vamos tratar. Com vinte e oito anos de idade, nasceu-lhe o primeiro filho, Carlos, na freguesia de Pedra Furada. Por causa do seu casamento com o viúvo Agostinho, ela foi viver para Barqueiros e, como não podia deixar de ser, levou consigo o filho que tinha, à data, dez anos de idade. Lá nasceria, alguns meses mais tarde, a minha avó Maria, mas não é dela que vou falar agora.
Com vinte e dois anos de idade, o Carlos arranjou noiva, em Barqueiros, e casou-se. Desse casamento nasceram quatro filhos, dois rapazes e duas raparigas. Como podem ver pelas cópias dos assentos de baptismo que publico abaixo, em primeiro lugar nasceu o Manuel, no ano de 1903. Dos quatro irmãos foi o único que se casou e constituiu uma família tradicional. O meu azar é que fez isso no Brasil e só tomei conhecimento disso pelo relato que me fez o António, único resistente a morar ainda em Barqueiros. Casou com uma mulher espanhola, de apelido Gutierrez, teve filhos e tem netos, pois um deles apareceu em Barqueiros, há meia dúzia de anos, a perguntar pelos seus antepassados.
O segundo a nascer foi o Mateus, no ano de 1905, rapaz azarado que foi à procura de melhor vida em França e lá encontrou a morte, soterrado nas obras do Metro, em Paris.
Nascidos os dois rapazes, chegou a vez das raparigas e a primeira nasceu no mês de Março de 1908, a Rosa, que nunca se casou nem teve filhos. Tratou do pai até à morte e ajudou a irmã Maria a criar o seu filho António que nasceu no mês de Fevereiro de mil novecentos e quareta e quatro.
Por último nasceu a Maria, no mês de Abril de 1911 e foi registada no novo sistema, instaurado pela República Portuguesa para vigorar a partir do dia um de Abril desse mesmo ano. Por essa razão não posso apresentar a cópia do seu assento de baptismo, por não ser público como os anteriores registos paroquiais que foram entregues no Arquivo Distrital de Braga e, aos poucos, estão a ser publicados na internet. Dela nasceu o António, atrás referido, filho de pai incógnito e que é o único familiar vivo, desse ramo da família, a viver em Portugal.
Se um dia vier a descobrir por onde andam os descendentes do Manoel Fernandes de Sousa e da D.Gutierrez, cá virei de novo para acrescentar mais um capítulo a esta história que tenho andado a desenterrar da melhor maneira que posso.



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