2024-01-25

O Geremias!

 


Foi o primeiro dos 3 irmãos Sousa que vieram para a Póvoa. Já morreu, há muitos anos, mas deixou aqui descendência. Casou aqui na Póvoa e era pai da mui conhecida parteira Alzira de seu nome que foi a parteira dos meus dois filhos.

A Alzira era mais ou menos da idade da minha mãe, o que significa que no ano de 1916, em que ela nasceu, já os dois irmãos aqui moravam, o Geremias e o António que viria a ser o meu avô materno. E o Geremias teve um filho a quem legou o seu nome de baptismo e que ainda anda por aí. Há dias, encontrei uma senhora que fazia limpezas em casa da parteira e ela contou-me algumas peripécias do "menino Geremias", era assim que o tratavam lá em casa.

Deu-me vontade de ir à procura dele, soube entretanto é médico e portanto, daqui em diante é o Sr. Dr. Geremias, nada de meninos, mas refreei os meus ânimos pois ele pode ter ideias um bocado fascistas e ia dar-me mal com isso. Penso isso por causa da imponência do jazigo que o marido da Alzira - e pai do Dr. Geremias - mandou erigir no cemitério da Póvoa. Ou ele ou talvez já os seus pais, pois aquilo parece obra antiga.

O jazigo está logo à entrada do cemitério, do lado esquerdo de quem entra pelo portão principal e lá repousam os restos mortais da Alzira, do marido, do seu pai e ainda do tio Manel Sousa que se foi juntar ali ao seu irmão Geremias. Nasceram ambos em Rio Covo, Santa Eulália, nos fins do século XIX e repousam juntos no mesmo jazigo. O lugar talvez lhe tenha sido cedido como esmola, pois nem direito teve a uma pequena placa com o seu nome e as datas de chegada e partida deste mundo.

O que me interessa do Geremias é saber se a mãe lhe deixou de herança alguma fotografias antigas em que apareça o seu tio António que morreu em França e lá deixou todos os seu pertences. Seria uma recordação do nosso avô materno que ficaria muito bem, aqui publicada. Talvez me decida a ir à procura dele, um dia destes!

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Ana Canana!