Comecemos a história com o homem cujo nome permaneceu vivo até eu ser gente, Jerónimo Ferreira. Nasceu no ano de 1743 e em 1764 foi a Goios buscar mulher para se casar. Foi ela quem trouxe o nome de Alvares, mais tarde Alves, para a nossa família.
Desse casamento resultaram vários filhos, mas foi o segundo, nascido em 1768, de seu nome Joze que deu seguimento à minha linhagem. No ano de 1806 foi a Balazar buscar mulher para se casar. Chamava-se ela Ellena de Souza e foi ela quem trouxe esse apelido para a nossa família.
O quarto filho desse casal, nascido no ano de 1817, chamava-se Joaquim e, ao contrário do seu pai e avô, preferiu uma mulher de Macieira. Chamava-se ela Maria Isidória e foi no ano de 1842 que deram o nó.
Desse casamento resultaram vários filhos também. Ao sexto nascimento foi uma menina que veio ao mundo e recebeu o nome de Eusébia. Estávamos já no ano de 1852 e a história continua. Já com um filho de dez anos de idade, sem pai que se conheça, e a viver em Pedra Furada, foi nesta freguezia que tomaria conhecimento com um viúvo já entrado na idade, oriundo da Lagoa Negra, lugar com história da freguesia de Barqueiros, com quem viria a casar, no ano de 1890.
Desse casamento já tardio para um noivo de 63 anos de idade, resultou apenas uma filha, de seu nome Maria, nascida no mesmo ano do casamento de seus pais.
A vida das mulheres do mundo rural, no início do Século XX, não era pera doce. Ou os pais tinham terras e toda a família vivia do seu rendimento, ou não tinham e as filhas eram obrigadas a partir em busca de trabalho e sobrevivência. Foi assim que Maria de Sousa, da quinta geração que aqui apresento, foi parar a S.Cristóvão de Rio Mau, concelho de Vila do Conde, e lá conheceu aquele que seria o único homem da sua vida. Nascido na freguesia de S.Bento da Várzea, no ano de 1891, de seu nome António de Sousa, também ele se vira obrigado a partir à procura de trabalho. E desse romance nasceria a minha mãe, mas isso já é outra história.





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