2024-01-21

De boa cepa!

Sabia que o meu avô materno se chamava António, mas como ele não deu as caras para registar a minha mãe como filha legítima, nada mais sabia dele além do nome. As voltas da vida levaram-me a conhecer uma sua sobrinha que morava na mesma vila que eu e cada vez que me cruzava com ela assaltava-me a curiosidade de saber mais a respeito dos nossos antepassados comuns. Um dia falei-lhe nisso, mas ela deixou deslizar a conversa para outros assuntos e assumi que não estaria muito interessada em mergulhar num passado que podia não ser só de alegrias. Durante muitos anos, arrumei o assunto num escaninho da minha memória e só agora, passados que são três anos da morte dessa prima-irmã da minha mãe, resolvi ir buscá-lo e seguir essa pista para descobrir quem era e de onde veio o meu avô.

A partir da identificação do pai dela não me foi muito difícil identificar quem foi o seu avô e daí em diante, com uma boa dose de paciência para consultar centenas de velhos registos de baptismo, com quem este se casou e quantos filhos tiveram, etc. e por aí fora. Outras coisas virei ainda a escrever sobre este assunto, mas hoje quero apenas deixar aqui registado o que descobri sobre os meus bisavós e a descendência que puseram neste mundo.

No meu post anterior pubiquei um texto que mais não é que o registo de baptismo do filho mais velho desse casal de quem descendo. Segundo esse registo, o rebento a quem foi posto o nome de Davide, nasceu no dia 18 de Setembro de 1889. E depois dele nasceram mais oito, segundo consegui apurar durante as minhas pesquisas:

1889-09-18 - Davide
1892-11-10 - António
1894-12-21 - Cândido
1897-04-25 - Maria Rosa
1900-01-29 - Geremias
1902-03-15 - José
1904-10-23 - Manuel
1907-02-17 - Alzira
1909-03-15 - Júlio

Filha do António, a minha mãe deu à luz doze filhos e teve ainda dois abortos pelo meio. Digam-me lá se isto é ou não é uma boa cepa. E dela descendem 30 netos e outros tanto bisnetos (por enquanto).

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Ana Canana!