2024-01-19

As duas primas!

A minha avó e a Tia Rosa tratavam-se por primas. Rosa do Jerónimo foi o que sempre ouvi chamar-lhe e parti do princípio que este era o nome do seu pai, mas na realidade isso não era verdade. Como a mãe da avó Maria se chamou Eusébia Alves de Sousa e o pai da Tia Rosa se chamou José Alves de Sousa, admitiu que feriu seus irmãos e daí o tratamento de prima entre eles.

Mas, de facto, não era assim. Dei-me ao trabalho de investigar os respectivos assentos de nascimento (o que me deu uma enorme trabalhadora) e descobrir que as avós da Tia Rosa se chamavam Manuel Alves Ferreira de Sousa e Ana Joaquina, enquanto que os da minha bisavó Eusébia davam pelos nomes de Joaquim Álvares de Sousa e Maria Isidória. Portanto, e sem sombra de dúvidas, irmãos eles não eram.

Pelos nomes Ferreira de Sousa e Álvares de Sousa dão para perceber que esses antepassados ​​​​das "primas" Rosa e Maria também não eram irmãos, quando muito puderam ser primos, o que atira os parentes para um grau muito remoto. Chegado a este ponto desinteressei-me da coisa.

E voltando ao nome de Jerónimo, havia uma cunhada de Tia Rosa que era propriedade de Amélia do Jerónimo. Seria esse o nome do marido que era irmão da Tia Rosa? E daí a razão de ambas serem tratadas pela designação de «do Jerónimo»? Já o irmão da Tia Rosa, chamado David, é tratado por «David do Velho» e não «David do Jerónimo»

Deu para perceber?

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Ana Canana!