2024-01-22

A descendência da Lagoa Negra terminou!

Só, há poucos dias, tomei conhecimento da morte do «Tone da Lagoa Negra»! E lá fui de romaria até ao cemitério de Barqueiros visitar a sua campa e dedicar-lhe um último pensamento. Há anos em tratamento a um cancro do cólon este desfecho era de esperar, mesmo assim esperaria que alguém da família me dessse um lamiré, antes do desfechjo fatal. A desculpa (que sou obrigado a aceitar) é que foi durante operíodo de maiores restrições, no início do ano passado, por causa do surto de Covid 19.

Ele faria 77 anos a 6 de Fevereiro, mas não conseguiu lá chegar, faleceu no dia 1 desse mês. Tinha sido operado cinco anos antes, por alturas do Natal, e desde então foi sobrevivendo à custa de quimioterapia. Segundo o relato da viúva, os últimos dois meses foram de muito sofrimento e perda da esperança e vontade de viver. É assim a nossa vida, quando não há um mínimo de qualidade mais vale partir e aliviar o sofrimento de todos, de quem vai e de quem fica.

Ele deixou 2 filhas e alguns netos - suponho que são 3 - o que quer dizer que os genes da minha bisavó Eusébia continuam vivos por aquelas paragens, embora o parentesco cada vez mais distante tenha um interesse relativo para os mais jovens que nem sequer convivem uns com os outros.

Na Lago Negra existe também outra família descendente dos Alves de Sousa de Macieira de Rates, a da Fátima Meana que é neta de um irmão da Nossa bisavó Eusébia, o famoso tio Luís. Os 4 filhos do tio Lúís eram primos direitos da minha avó Maria e todos deviam ser ainda vivos, quando eu visitei, pela primeira vez, a Lagoa Negra, na década de 50 do século passado. Nas minhas pesquisas descobri que dois deles nunca tiveram filhos, a Fátima, hoje com mais de 90 anos, deve ser filha de um dos outros dois, mas não sei qual. Talvez um dia consiga entrar em contacto com um dos filhos dela que me possa esclarecer, pois parece que ela própria já não está muito boa do juízo.

O Tone da Lagoa Negra e eu somos da mesma geração, nascidos em 1944 com um mês de diferença. Ele já partiu e eu não devo ter muitos anos pela frente para andar neste mundo, depois disso mais ninguém se lembrará do nosso vínculo a este lugar da freguesia de S. João de Barqueiros, do concelho de Barcelos.

Para terminar, quero referir ainda que um dos netos da bisavó Eusébia emigrou para o Brasil e tem lá família viva. Sei que em tempos um membro desta família andou por Barqueiros à procura dos seus parentes, mas (vá lá saber-se porquê) o meu primo Tone recusou dar-se a conhecer. Se o primo do Brasil voltar à carga, já o não encontrará vivo!

P.S. - Esqueci-me de tirar uma foto da placa que está na sua campa e assim não tenho como ilustrar esta notícia.

Sem comentários:

Ana Canana!