A última vez que falei na Lagoa Negra foi para comunicar que a primeira mulher do nosso bisavô Agostinho morrera sem deixar filhos e portanto não havia mais descendentes que o «Tone da Lagoa Negra», este descendente da segunda mulher, a nossa comum bisavó Eusébia.
Mas, afinal, estava enganado. Houve e deve haver ainda outros primos por lá perdidos de que nunca tínhamos ouvido falar. Nas minhas incessantes pesquisas descobri que a minha bisavó não foi a primeira da família a "emigrar" para a Lagoa Negra. Antes dela, o seu irmão Luís, dez anos mais novo, contraíu matrimónio com uma senhora chamda Maria Dias que, ou muito me engano, ou seria irmã do acima referido Agostinho.
Este casamento aconteceu em Junho de 1884, data em que a nossa bisavó Eusébia vivia sossegadinha da vida, na freguesia de Pedra Furada, com o seu filho Carlos que contava, nessa data, nada mais que 4 anos de idade. Assim, os dois irmãos Dias moravam na Lagoa Negra, ambos casados, o Agostinho com a Jozefa de Sá oriunda da freguesia de Palme e a Maria com o Luís Alves de Souza oriundo de Macieira.
No ano de 1888, acontece a fatalidade de morrer a mulher do Agostinho deixando-o sem filhos e já com a bonita idade de 63 anos. A sua irmã Maria já contava, nesse tempo, com dois filhos, a Maria e o Francisco, nascidos do casamento com o nosso tio Luís. Acredito que a vontade de ficar com o encargo de cuidar do seu irmão, até que a morte o levasse, não devia ser muita e deve ter aproveitado (isto agora sou eu a imaginar o que poderia ter acontecido) a oportunidade de lhe apresentar a sua cunhada Eusébia, mãe solteira e a precisar de quem a ajudasse a criar o filho de 8 anos de idade. Mulher ainda nova, nem os 40 anos tinha feito, deve ter sido uma proposta que não custou grande coisa ao Agostinho aceitar. E o casamento veio a realizar-se em meados do ano de 1890.
Mas voltando ao tio Luís, pois é por causa dele que estou a escrever esta notícia, casou em 1884, com apenas 21 anos e foi viver para a Lagoa negra. Tanto quanto consegui descobrir, teve 5 filhos, a Maria, o Francisco, a Ana, o Fernando e a Rosa, exactamente por esta ordem. Esta última morreu com 5 meses de idade e, por isso, a sua história termina aqui. A Maria morreu em Maio de 1951 e muito me admira de nunca ter ouvido a nossa avó Maria falar dela, uma vez que era sua prima direita e quase da mesma idade. A Ana, 4 anos mais nova que a Maria, morreu no mesmo mês e ano em que eu nasci, Março de 1944, com 55 anos de idade. Do Francisco e do Fernando não encontrei qualquer registo, o que pode ser explicado pelo facto de terem casado para fora da freguesia. Morrido acho que não, pois pesquisei até 1911 e não encontrei o registo de óbito de qualquer deles. E depois de 1911 não há documentos para consultar.
Destes 4 irmãos que viveram na primeira metade do Século XX, é quase impossível que não tenham ficado descendentes. Quando for a Barcelos vou pedir os registos dos óbitos da Maria e da Ana que sei terem morrido em Barqueiros e conheço as datas, para ver se lá consta qualquer informação que me guie.

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