Dediquei mais algumas horas a pesquisar, melhor dito, tentar decifrar os livros dos assentos de baptismo e casamento da freguesia de Gueral, de onde vêm os meus avôs paternos. Tomando por base o nascimento da Rita da Silva, avó dos Rissos de Gueral, fui à procura do seu registo de baptismo que não conhecia ainda. Deu-me algum trabalho, pois não sabia a data e os livros estão em muito mau estado de conservação.

Eu já sabia que o meu avô Francisco era mais velho que ela. Tal como já expliquei em escritos anteriores, o namoro entre a Maria das Dores e o carpinteiro do Outeirinho culminou com o nascimento do avô Francisco, no ano de 1863. Quatro anos depois, em 1867, o namoro continuava e a Maria das Dores ficou, outra vez, grávida. Aaquilo já começava a ser demais e para não dar azo a mais falatório da vizinhança, eles decidiram casar. Mas não foi decisão fácil e levou o seu tempo a concretizar-se. Já entrara o mês de Junho e a barriga da noiva não parava de crescer, daí falaram com o padre e aceleraram os procedimentos. No Outubro desse mesmo ano, 1867, nascia a Rita que foi a alegria da casa. O seu irmão Francisco ficou lá para trás, esquecido e registado como filho natural.
No entanto, como vim a verificar nos documentos que consegui encontrar, o rasto do carpinteiro era bem visível, ele chamava-se António José Silva e registou o filho, ele ou alguém por ordem sua, com o nome de Francisco José da Silva. E como pude verificar no registo do seu casamento, o seu pai chamava-se Agostinho José da Silva, uma sequência de 3 gerações de Josés da Silva que só foi interrompida pelo nascimento do meu pai que se chamou António. Se o meu avô tem insistido em manter o nome de José, como segundo nome, o meu pai seria António José da Silva, como o seu avô. Mas aí deve ter havivo mão da minha avó Ana Maria que bem sabia como as coisas se haviam passado, o marido passava mais cartão aos copos de tinto do que à família e ela, a partir daí assumiu a liderança da família.
Se bem tomei nota do que o meu pai me foi contando, o avô não durou muito e foi parar ao cemitério antes de ele completar 10 anos de idade, nos princípios da década de vinte do século passado. Dos 3 filhos registados em seu nome, nenhum tinha ainda atingido a maioridade.
E para terminar, volto à geração anterior para dizer que a Rita ainda teve, pelo menos, duas irmãs, uma em 1870 e outra em 1905, o que pelo lapso de tempo decorrido me leva a desconfiar que pode haver outros registos, entre essas datas, que eu não consegui localizar.
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