Há bastante tempo que não vinha aqui actualizar a informação sobre os meus antepassados. Como já tinha mencionado, o tio Manel Sousa, irmão do meu avô materno António, morava aqui na Póvoa e foi um grande azar eu não ter descoberto isso enquanto ele era vivo. No seu registo de nascimento existe um averbamento que se refere ao seu casamento, com 75 anos de idade, aqui na Igreja Matriz da Póvoa. E como a noiva era 5 anos mais nova que eu, isso deu-me pica para ir à sua procura e saber até que ponto ela tinha entrado, de facto, na nossa família.
Pelo registo do casamento descobri a identidade da noiva e no Registo Civil consegui uma cópia completa do seu registo de nascimento, onde consta o seu casamento com o tio Manel, a viuvez que chegou 3 anos depois e também o novo casamento com um homem de Aver-o-Mar, apenas alguns meses depois. Além desta informação, não havendo qualquer averbamento de óbito, soube que ela era viva.
Claro que fiquei em pulgas para a encontrar, mas faltava-me conhecer a sua morada. Alguém me soprou ao ouvido que com o seu nome e data de nascimento podia descobrir isso no Recenceamento Eleitoral. Dito e feito, em três tempos tinha a sua morada e o número de eleitor. Nascida em Rates, viveu muitos anos longe da sua terra, mas voltou para lá a tempo de lá enterrar o seu segundo marido, falecido em 2008.
Hoje, fui almoçar a Balazar e aproveitei a oportunidade para fazer um desvio por Rates e tentar encontrar a «Tia Olívia». Não foi difícil a empreitada, pois uma das pessoas a quem perguntei por ela já tinha sido carteiro e disse-me logo que sabia quem era e onde estava. Nada mais, nada menos que no Centro Social da freguesia, ali a uns míseros 50 metros do lugar onde eu tinha ido parar.
Dirigi-me para lá rezando para que ela estivesse no seu perfeito juízo e me conseguisse dar alguma informação sobre os nossos parentes de Santa Eulália. Infelizmente, não tive muita sorte nesse capítulo. Ela tolinha não está, mas as suas memórias estão um pouco baralhadas. A todas as minhas perguntas ia respondendo de modo pouco claro e acabava sempre a referir-se ao segundo marido e às enteadas, 4 filhas que o marido já tinha quando se casou com ela, que a atazanavam por causa das partilhas da herança do seu pai que era praticamente nula.
Percebi, sem muitas certezas, que não teve qualquer filho, nem do Tio Manel nem do segundo marido e isso faz terminar por aqui a minha investigação. Entrou e saiu da nossa família num piscar de olhos e nunca chegou a ter qualquer relacionamento com os cunhados de Santa Eulália, se é que ainda era vivo qualquer deles nessa data, coisa que não consegui ainda descobrir. Talvez, num futuro próximo, me decida a deslocar a Barcelos e tentar descobrir que destino levaram os dois filhos mais velhos do avô João José de Sousa.
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