2024-01-22

A teoria da Oliveira!


Quando tenho dados suficientes à minha disposição, estudo-os com o maior cuidado para não arriscar a dizer asneira. Mas quando me faltam esses dados, sou rápido a inventar uma teoria que pode estar certa ou errada, mas que ninguém possa contestar. É este o caso que vos passo a relatar.

No ano de 1875, na freguesia de Chorente, concelho de Barcelos, nasceu uma menina que foi baptizada com o nome de ANA MARIA. No assento de baptismo não são requeridos quaisquer apelidos e, por conseguinte, só alguns anos mais tarde, talvez com a emissão da famosa «Cédula», documento percussor do «Bilhete de Identidade», a mãe da Ana Maria se viu na necessidade de "inventar" um apelido para a sua menina que tinha nascido de "pai incógnito". E, vá lá saber-se porquê, foi OLIVEIRA o apelido em que recaiu a sua escolha.

Ao fazer esta escolha, acredito que ela nos quis transmitir uma mensagem. Como primeira hipótese vem-me à cabeça que este poderia ser o apelido do incógnito pai da sua filha e quis que ficasse claramente indicado nos documentos de identidade da sua filha. Bem gostaria de descobrir se em Chorente viveria algum Sr. Oliveira que praticasse o desporto de engravidar meninas solteiras, mas, infelizmente, não tenho meios de lá chegar.

A segunda hipótese, muito mais romântica que a primeira, tem a ver com o facto de a mãe da Ana Maria ter nascido em Guimarães, cidade famosa pela sua Oliveita e igreja do mesmo nome, existentes no Largo do Toural. Nossa Senhora da Oliveira, figura do culto mariano que muitos desconhecem, tem a ver com o Jardim das Oliveiras e o Calvário de Jesus Cristo.

A minha bisavó AUGUSTA MARIA, pois é dela que se trata, nasceu em Guimarães, sem pai nem mãe que fossem conhecidos e pode ter-se agarrado a Nossa Senhora da Oliveira, atribuindo esse apelido à sua filha para lhe augurar um futuro mais promissor que o seu. Confesso que esta segunda hipótese é a minha preferida!

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Ana Canana!