Durante o Século XVIII houve, no lugar do Outeiro, uma família de apelido Alvares que não tem ligação directa com a nossa. Lembro-me de alguns documentos que me passaram pelas mãos, em que se falava de Balazar, mas não tenho memória exacta disso. Talvez um dia me decida investigar isso em pormenor e consiga descobrir se havia ou não algum parentesco. Havia também os Alvares de Negreiros, avós do nosso avô Jerónimo, mas também esses não são para aqui chamados.
Como se vê na imagem acima, foi a Maria Alvares da Silva, ao casar-se com Jerónimo Ferreira que trouxe para Macieira o apelido de Alvares e o transmitiu ao seu filho José e este ao seu filho Joaquim e este à sua filha Eusébia que depois o passou à sua filha Maria e à sua neta Rita, fazendo-o chegar até nós. Eusébia foi a primeira da nossa linhagem a substituir o Alvares por Alves.
Bento Alvares, do lugar de Real da freguesia de Pedra Furada, está na origem desse apelido. No ano de 1740, a sua filha Maria casou com José da Fonseca, de Goios, freguesia onde ficaram a morar e onde, no ano de 1744, nasceria a sua filha Maria que viria a casar-se com o nosso avô Jerónimo e vir morar para o lugar do Outeiro, onde a nossa família permaneceu até ao ano de 1960.
A freguesia de Pedra Furada foi, por conseguinte, uma referência para os nossos antepassados e por alguma razão a nossa bisavó Eusébia se foi lá refugiar, quando se viu grávida do primeiro filho. Mais tarde viria a casar com um viúvo de Barqueiros, freguesia onde nasceu a nossa avó Maria, no ano de 1890. Alguns anos depois de enviuvar, quis regressar a Macieira, de onde tinha saído com 28 anos de idade, e com ela foram também a filha, Maria, e a neta, Rita, esta nascida entretanto na freguesia de Rio Mau.


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