2024-01-21

E do lado paterno?

Tenho dedicado a maior parte do tempo a investigar os meus antepassados do lado materno. E porquê? Pela simples razão que os do lado paterno são pouco menos que inexistentes.

Como já aqui referi, o meu avô oficial não é o meu avô de sangue e por essa razão decidi deixar esse lado da família de fora dos meus estudos. Os antepassados do meu avô de sangue interessam-me, mas não consegui ainda descobrir o seu nome e, por conseguinte, tenho o caminho vedado.

Ao voltar-me para o lado da minha avó Ana Maria, o caminho é tão curto que acaba logo ali ao virar da esquina. A pobre era filha de pai incógnito e, para porar as coisas, a mãe, de seu nome Augusta Eduarda, era filha da «Caridade de Braga», a chamada "Roda", onde eram expostas as crianças abandonadas ou cujos pais não tinham possibilidades de as criar e, anonimamente, as iam lá deixar. Ou seja, o rol dos meus antepassados paternos acabou mal tinha começado.

Consta dos livros que a minha avó se casou em Junho de 1907, na igreja paroquial de Gueral, mas não encontrei o registo de tal acontecimento. Os três filhos, Glória, António e Ana, saídos desse casamento, vieram ao mundo em 1910, 1912 e o último em data posterior que desconheço.

Como se entende da conversa acima, o segundo filho, António, era o meu pai e ao ler o seu registo de nascimento descobri que o declarante foi pai, que o não era, que se fez acompanhar por três testemunhas, um carpinteiro de Faria, um pedreiro de Paradela e um escrevente de Barcelinhos e todos afirmaram que catraio acabado de nascer era filho legítimo do declarante e da sua mulher Ana Maria.

E para constar, tudo isto se passou para o palel para que fique registado e seja transmitido para a posteridade. Tal e qual como eu estou fazendo agora.

Ah, quase me esquecia de o mencionar, a despesa com o registo custou a exorbitância de ... 400 Reis!

1 comentário:

Manel da Rita disse...

Passei por aqui, li o texto de novo, encontrei alguns erros (falhas), mas não me dou ao trabalho de os corrigir, pois ninguém passa por aqui para me apontar o dedo!

Ana Canana!