Há uma dúzia de anos, ou mais, fui a um encontro em Cernache e alguns colegas reconheceram-me logo, mas saí do carro e me dirigi ao encontro do grupo. Pelo contrário, eu não reconheci nenhum deles e isso desanimou-me de lá voltar nos anos seguintes. Em tempos mais recentes fui até ao Douro, a convite do Américo Sousa que mora em Famalicão e encontrei o herdeiro da Fábrica de cobertores Pinheiro, o Adolfo, irmão do Procópio (nome engraçado!) que andava no mesmo ano que o meu irmão Joaquim. Ele tinha o número a seguir ao meu, ele 58 e eu 57, mas não me lembro de nos sentarmos na mesma carteira, durante as aulas. E esse nosso encontro também não gerou nenhuma faísca. Voltei a encontrá-lo nas páginas do Facebook e ainda lhe mandei uma mensagem, mas a coisa morreu por aí.
Há muito mais tempo, numa viagem que fiz à Galiza e tendo sido informado que o meu grande amigo Agostinho Lobo de Carvalho era o comandante do Posto da Guarda Fiscal, na fronteira de Valença, fui à procura dele, mas foi uma total desilusão, nem ele me reconheceu nem eu a ele. E para além disso passou-me tão pouco cartão que nunca mais tive vontade de o ver.
O grande motor desses encontros era o padre Rios, um dos mais novos, enquanto que o Serafim, seu irmão e meu colega de turma, nunca quis participar em nenhum desses encontros. Quer dizer que nunca mais o vi, desde a Primavera de 1959, aquando da minha saída de Cernache. Um que acabei por encontrar, por ter vindo parar à residência dos Jesuítas, na Póvoa de Varzim, foi o mais antigo do nosso ano lectivo, o Manel Losa que tinha o número 2. Ainda hoje não percebo a razão de terem atribuído números salteados e não terem dado o número 1 a ninguém.
Ah, tinha-me esquecido do Óscar, o mais comprido de todos os alunos do colégio, que era sobrinho do Pe. Olímpio Dias. A Pastelaria Dias, na Rua da Junqueira, era propriedade de um outro tio do Óscar e isso fez com que ele aparecesse por aqui várias vezes, durante as férias de verão. Como eles eram originários do Douro e lá não há praias, era aqui que vinham parar, quando queriam apanhar banhos de sol ou de água salgada. E a casa da pastelaria era o seu poiso habitual. Talvez tenha sido por essa razão que o tio Olímpio também veio para a casa dos Jesuítas da Póvoa e lá ficou até ser velhinho.
Agora que passei dos 80 e sou uma autêntica velharia, restam-me as lembranças desses tempos em que trepava às árvores como um gato e não sofria de artroses!


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