O Manel do Velho foi quem me levou a Barcelos para fazer o exame da 4ª Classe. À data, 1955, ele era o condutor do único carro de aluguer que havia em Macieira, mas, antes de morrer, ainda desempenhou outras funções na freguesia, cantoneiro, penso eu.
Ele era neto do Tio Jerónimo Ferreira, tal como eu, portanto primos embora afastados. O pai dele, o Tio David, por ter casado com uma rapariga da família Araújo, herdou o nome de "Velho", ficando os seus descendentes a ser os "Velhos" mais conhecidos de Macieira. Mas havia outros, claro, uma vez que a Maria do Velho tinha uma irmã a morar no lugar do Outeirinho e 3 irmãos a morar no Outeiro, o António, o Salvador e o José. Todos os descendentes desta família, e são bastantes, pertencem à família dos Velhos, mas o Manel, talvez por ser mais viajado e conhecido de todos é que ficou com a guarda desse apelido (alcunha).
Falar dos meus parentes é falar de mim próprio, ou seja, fazer a minha História e deixando-a entregue ao Google e preservando-a para quem interessar. Os filhos do Tio David eram todos mais velhos que eu, por isso não tive grande convivência com eles e também não sei o tamanho da sua descendência. Casualmente, conheci a Júlia que habita uma moradia situada ao lado da casa que foi do seu pai e através dela o Joaquim e o Isaque, mas sei que há mais irmãos.
O Tio David - que não era do Velho, pois do Velho era a sua mulher - era filho de um neto do famoso Jerónimo Ferreira que foi buscar mulher a Rio Covo, Santa Eugénia, aldeia situada na margem esquerda do rio Cávado, mesmo a chegar a Barcelos. Ele tinha duas irmãs, a Rosa que morreu solteira e a Diamantina que era viúva de um homem que tinha morrido no estrangeiro e deixou duas filhas. Uma delas, a Ana, viria a casar com o Armando da Tia Amélia, também ela casada com um descendente do nosso avô Jerónimo, o que fazia deles primos direitos.
Este Armando que viveu os últimos anos da sua vida, aqui na Póvoa, era o filho mais novo e por essa razão mais próximo da minha idade e com quem convivi desde os meus 7 ou 8 anos de idade. Era estudante de um qualquer seminário, como eu também fui, e ao fim de perto de 10 anos abandonou a ideia de ser padre, saiu e casou-se com a sua prima. Toda a vida foi bancário, tendo passado por vários lugares até vir para a Póvoa, ao serviço do Banco Português do Atlântico. Infelizmente, um cancro levou-o desta vida cedo demais.
Do avô Jerónimo até mim houve 6 gerações. Do Jerónimo nasceu o José que foi pai do Joaquim que foi pai da Eusébia que foi mãe da Maria e da Maria nasceu a Rita que foi a minha mãe. Por isso, este rapaz que vos fala é o Manel da Rita, alcunha por que fiquei conhecido na nossa aldeia!


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