2024-05-08

A Tia Rosa Velha!



Não sei se a minha memória me atraiçoa, mas julgo lembrar-me da Tia Rosa Velha que veio de Rio Covo, Santa Eugénia casar-se a Macieira com um dos meus tios maternos. Parece que estou a vê-la deitada na cama de um dos quartos existentes naquela pequena casa, em que morava a Tia Rosa do Mico, no lugar do Outeiro, perto da casa onde nasci eu.

A minha curiosidade levou-me a bisbilhotar os livros e descobri que a relação de família entre a Tia Rosa e a minha avó Maria que se tratavam por primas, vinha do casamento da Tia Rosa Velha com um irmão da minha avó bisa, Eusébia. E mais admirado fiquei quando descobri que a mãe da Rosa do Mico viera de Rio Covo-Santa Eugénia, ao mesmo tempo que o pai da minha mãe, António de Sousa, nascia na vizinha freguesia de Rio Covo-Santa Eulália.

Imagino as duas primas sentadas ao redor da lareira lembrando as suas andanças pelo mundo e os homens que conheceram, aqui e ali, os que se foram casando e afastando delas e a solidão em que viviam, na sua velhice. Ambas nascidas na década de 90, do século XIX, em sítios diferentes, uma vez que a minha avó nasceu na Lagoa Negra, fizeram companhia uma à outra, durante longos anos. Viriam a separar-se apenas quando nós migramos de Macieira para Argivai, no concelho da Póvoa, e elas nunca mais se viram.

Dos irmãos da Tia Rosa só me lembrava do David, casado com a Maria do Velho, e da Diamantina de Rates, como era conhecida, em Macieira, mas afinal ela tinha mais irmãos e irmãs, como se pode ver na imagem acima. O caso do irmão Manuel chamou-me a atenção por ter morrido com mais de 100 anos e as 3 outras irmãs nunca as ouvi ser mencionadas em nenhuma das conversas em família que eram frequentes, pois a tia Rosa morando sozinha refugiava-se em nossa casa para ter um pouco de companhia e a conversa é como as cerejas, umas puxam pelas outras.

E é tudo o que se me oferece dizer nesta minha passagem por aqui. Fiquem bem que eu vou fazer por isso!

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Ana Canana!