2024-10-20

Parentes próximos e vizinhos!

 


O parentesco entre a minha avó Maria e a Tia Rosa sempre foi um enigma para mim. Hoje decidi tirar um tempinho para esclarecer as coisas, a contento.

A coisa começa com o José, primo da bisavó Eusébia (ela filha do Joaquim e ele filho do Manuel, ambos filhos de José Alvares Ferreira e netos do avô Jerónimo), que foi a Rio Covo, aldeia que fica em frente a Barcelos, na margem esquerda do rio Cávado, buscar noiva que veio morar para o Outeiro e teve 9 filhos, tal como se pode ver na lista ao lado.

A terceira filha deste casal, de seu nome Rosa, era, nem mais nem menos, que a Tia Rosa do Mico, figura presente em muitos capítulos das minhas memórias. Ora, a minha bisavó Eusébia, do seu casamento com Agostinho Pereira Dias, da Lagoa Negra, teve uma filha a quem deu o nome de Maria e que era, portanto, prima direita da Tia Rosa, dita a Nova para a separar da Tia Rosa, a Velha, que era a mãe daquela.

Dos 9 filhos do casal José e Rosa alguns morreram em criança. Eu, pessoalmente, só conheci a Tia Diamantina (dita de Rates), a irmã Rosa e o irmão David que moravam no lugar do Outeiro, ela solteira e ele casado e pai de muitos filhos, sendo o Manuel taxista o mais famoso de todos. Mas do que eu queria falar, hoje, é dos irmãos gémeos, António e Manuel, nascidos em 1891.


Em primeiro lugar por serem gémeos, o que é sempre um acontecimento. E depois, porque o António, pai do Armando, meu colega de juventude, emigrou para o Brasil, pouco depois de o Armando nascer e nunca mais deu sinal de vida. O outro gémeo, o Manuel, faleceu antes de fazer um ano de vida e, por conseguinte, não tem lugar nesta história. Na imagem acima, onde aparece a palavra "Obit" devia ler-se falecido em 1892.

A história continua com o António que deixou a Tia Amélia sozinha e com um rancho de filhos para criar. Ninguém sabe por onde ele andou, se morreu na viagem e o atiraram ao mar, ou se chegado lá arranjou outra mulher e com ela criou outra família. Que eu saiba, a Macieira nunca chegou qualquer notícia a seu respeito.



A certidão de óbito é necessária, em certas circunstâncias, e o Armando, já no início deste século XXI, viu-se na necessidade de recorrer ao tribunal para este decretar a morte do pai e assim encerrar um capítulo da sua vida que nem sempre foi feliz. A decisão do tribunal foi comunicada ao Registo Civil de Barcelos que fez o averbamento à margem que se pode ver na imagem acima, referente ao ano de 2006, data em que a personagem em causa já teria 115 anos.

P.S. - A minha avó Maria, a sua prima Rosa e a Tia Amélia, cunhada desta última, nasceram na última década do Século XIX, tendo as duas primeiras ficado solteiras e a última casado com a peste do António do Jerónimo, em 1919, e falecido em 1970, uns meses depois da minha avó.
Como curiosidade, devo ainda dizer que a casa onde nasci, antes de pertencer ao Sr. José Loureiro de Gueral, devia der da família do Jerónimo, talvez deste José Alves de Sousa, meu tio-bisavô, uma vez que o seu filho António ficou ali a morar, após o seu casamento, em 1919.
Foi o Frei Pedro, um dos filhos mais velhos desse casal, que o afirmou na presença da minha mãe e de quem o quis ouvir, visto ela não estar sozinha, quando isso aconteceu. Eu nasci neste casa, disse ele!

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Ana Canana!