Já aqui referi, em tempos, que tanto o meu avô paterno, como o materno, foram refractários à minha família. O primeiro porque não era o marido da minha avó e não podia dar as caras e o segundo porque ficou registado que era incógnito e morreu continuando a sê-lo.
Meti na cabeça que tinha que reunir elementos sobre as suas respectivas identificações e desde há algum tempo que ando às voltas com esse assunto. Sem quaisquer bases por onde começar a investigação não é tarefa fácil, mas ontem fiz uma visita ao Registo Civil e trouxe alguns dados que me permitiram, depois de horas a decifrar velhos registos paroquiais, localizar o assento de baptismo do meu avô materno.Sempre o imaginei natural da Póvoa e fiquei admirado ao descobrir que também ele, tal como a minha avó, era natural do concelho de Barcelos e mais precisamente da freguesia de Santa Eulália de Rio Covo. Já o pai dele, o meu bisavô João, era da freguesia de S.Bento da Várzea e a mãe, a minha bisavó Maria Rosa, da freguesia de Airó. As voltas da vida levaram-no até à freguesia de S.Cristóvão de Rio Mau, no concelho de Vila do Conde, onde conheceu a minha avó e juntos deram vida à minha mãe, única da família nascida fora do concelho de Barcelos.
A razão porque não houve casamento nunca chegou ao meu conhecimento, mas imagino que razões familiares tenham estado na origem disso. Sem fortuna, sem família e com dificuldades em encontrar emprego, ele acabaria por emigrar para França e por lá viveu sozinho até morrer, por volta da época em que sucedeu a revolução dos cravos, em Portugal. Estou a planear dar um novo pulinho ao Registo Civil para ver se será possível localizar o registo do óbito.

1 comentário:
Este comentário serve apenas para testar o sistema!
Enviar um comentário