Se ela soubesse as saudades que tenho dela e da minha meninice, quando ela se levantava de noite para pôr um paninho quente debaixo do cu, ou dar um bocado de broa para calar o estômago que roncava com fome, acredito que metia uma cunha ao Criador para eu me encontrar com ela, quando chegar a minha vez de emigrar lá para cima.
É estranho eu lembrar-me sempre dela e não da minha mãe que pelas mais válidas razões tinha que me pôr de lado para atender os meus irmãos mais pequenos e mais necessitados dos seus cuidados. Mas as coisas são assim mesmo, não me lembro de receber um beijo da minha mãe, só as chineladas que ela distribuia com frequência para acalmar os meus ímpetos de criança que ainda só pensava em brincar.
1 comentário:
Esta é a última publicação do velho blog do Sapo que transferi para o Blogger, com que eu me entendo melhor.
De 23 de janeiro de 2024, em diante, as publicações serão feitas aqui e o blog do Sapo fica para quem quiser visitá-lo. Eliminar eu não o elimino, deixo isso ao critério do Sapo que lá terá as suas políticas de armazenamento.
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